Arquivos

Archive for março \23\UTC 2010

Gestão hospitalar – Relações Públicas necessárias

Certa vez ouvi de um candidato a prefeito: “O cidadão que vai a um hospital é um cliente, e ele deve ser tratado como tal”.

Essa reflexão nos leva a refletir sobre a problemática da gestão hospitalar em nossas cidades – não somente pela qualidade de atendimento, mas na transparência de suas ações no que diz respeito à contabilidade, às contratações, à atenção dispensada aos enfermos e seus familiares e ao serviço prestado à comunidade.

Assim como uma instituição com fins lucrativos, o ambiente hospitalar deve ser visto como um sistema complexo, que inclui relacionamentos, gestão, manuseio de tecnologias e o mais importante, passar a confiança de um bom trabalho para seus “clientes”.

A tarefa mais difícil e, creio eu, primordial para o início de uma possível mudança é fazer com que o paciente seja visto como cliente, e não como usuário do sistema hospitalar – o que lhe traz direitos ao utilizar o serviço. Para isso, profissionais de gestão (administradores, relações públicas) deve sim estar presentes neste nicho de mercado, aplicando não só políticas administradoras e de gestão, mas levantando questões de assistência aos pacientes, pós-consulta; para que o trabalho não se isole somente no atendimento e sim na importância da qualidade de vida de seus clientes.

Assim como o empresarial, o ambiente hospitalar é cheio de vícios profissionais, tem sua “rádio corredor”, muito preconceito com alguns profissionais da área, grandes jornadas de trabalho e salários que não condizem com a realidade do trabalho colocado em prática.

Existem conselhos (enfermagem e medicina) que regem esses profissionais, e que em comparação a outros órgãos de classe, são bem organizados e se interessam pela prática executada pelos seus profissionais – afinal, seus clientes são vidas em risco.

Em um país como o Brasil, cheio de problemas estruturais e de saúde pública, a gestão hospitalar e a necessidade de um novo olhar para este nicho cresce a cada dia. Profissionais de comunicação e administração já se juntam para procurar soluções concretas para o contexto brasileiro, não deixando de lado o lado do “cliente”, do cidadão que só procura pelo seu direito de zelar por sua saúde e por sua vida.

Gestão hospitalar é gestão de vidas. Relações Públicas necessárias à vida de todos!

CategoriasUncategorized

Relações Públicas, comunicadora, mãe, dona de casa…mulher!

1910.

Este foi o ano escolhido para dar início a uma data que comemora e que completa 100 anos hoje – 100 anos de lutas, trabalho, preconceito, olhares muitas vezes desconfiados.Mas também são 100 anos de amor!

Com o objetivo de acabar com o preconceito e com a desigualdade de gêneros, foi criado o Dia Internacional da Mulher que é comemorado todo dia 8 de Março e retoma algumas discussões muito válidas e que ainda fazem parte do cotidiano da mulher em diversas situações – tanto dentro de casa quanto no ambiente de trabalho. Veja abaixo, algumas das conquistas das mulheres na história

*1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
*1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
*1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
*1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
*1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
*1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
*1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
*1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
*1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
*1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
*1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

No intuito de comemorar todas essas conquistas, e muitas que já foram e ainda serão conquistadas pelas mulheres; tive a idéia de reunir aqui algumas delas para dizer o quanto foram e são importantes as mulheres no cenário comunicacional/empresarial e de Relações Públicas durante a história, e já anunciando a contribuição que elas ainda darão para o crescimento e divulgação da profissão.

Trago também depoimentos de homens que vêem nas mulheres não somente o companheirismo no trabalho, mas sim um exemplo de força, determinação e inteligência a ser seguido.

Agradeço aos colaboradores que deixaram o seu depoimento especialmente para esta homenagem e agradeço também ao estudante de Relações Públicas Vitor Balan,que me ajudou no garimpo de alguns depoimentos. Aproveito a oportunidade para parabenizar minha mãe – exemplo de força, coragem e determinação até hoje..realmente faz parte desse time de mulheres guerreiras e apaixonadas pelo que fazem!

“As mulheres são a maioria nos bancos das faculdades, universidades e centros acadêmicos de Relações Públicas. Características como flexibilidade, versatilidade, criatividade e planejamento fazem toda a diferença nesta atividade e profissão. O ato de comunicar é, cada vez mais, imprescindível, para não dizer condição sine qua non, para a existência das organizações de hoje. E essa ação de comunicação é muito comum ao gênero feminino. Acredito que a atividade de RP tenha ganho muita visibilidade e importância nos últimos anos pela necessidade de transparência das organizações e por esse esforço feminino em destacar a profissão. Não estou aqui tirando o mérito dos nossos homens-RPs, apenas ressalto, aqui, as qualidades de ser mulher e profissional de comunicação nesta área que já é e promete ter muita prosperidade atual e futuramente.”
Parabéns às RPs, colegas de profissão e à todas as mulheres pelo seu dia!
Abraços,
Carol Terra – Relações Públicas formada pela UNESP/Bauru, é doutoranda e mestre pelo Programa Ciências da Comunicação pela ECA-USP; professora do curso de relações públicas e publicidade e propaganda da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP); é também editora do blog RPalavreando (http://rpalavreando.blogspot.com).


Sem querer parecer feminista, já parecendo, as mulheres são cada vez mais e em números maiores as pessoas que compoem as empresas. E não se limitam mais à àreas administrativas, ousam e buscam espaços que antes eram prioridade masculina: corrida automobilísticas, policiais, juízas, mecânicas de aeronaves entre outras.

E nós acumulamos várias funções junto com a de executivas: mães, lavadeiras, passadeiras, personal stylist, cozinheira. Quando terminamos um turno, começamos outro.Mas essa é a magia de ser mulher e ser múltiplia. Feliz dia das mulheres a todas.

Márcia CeschiniRelações Públicas,  graduada pela Unesp Bauru; especialista em Gerenciamento de Marketing pelo INPG; estudiosa e curiosa sobre comunicação, marketing, as novas mídias e a web 2.0; é também editora do blog Oras Blog (http://orasblog2.blogspot.com)

Antes de optar pela carreira de relações públicas eu já ouvia dizer que as mulheres eram maioria, na faculdade a afirmação se tornou uma realidade e agora já no mercado vejo que elas mantêm esta regra. É notório afirmar portanto que grande parte do desenvolvimento de nossa profissão foi feito pelas mãos de mulheres, guerreiras, estratégicas, que imprimem no trabalho que executam a marca da competência. A todas companheiras de profissão que fazem e acontecem elevando o nome das Relações Públicas, um abraço pela passagem deste dia tão especial.

Ricardo Camposé especialista em Gestão de Negócios e Bacharel em Relações Públicas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É também editor do blog Reflexione (http://ricardocampos.wordpress.com/).


Cada dia um projeto novo – pela manhã, calcular os investimentos de um plano de comunicação para mineração. Na hora do almoço, acompanhar as constantes mudanças na indústria farmacêutica e, no fim da tarde, planejar uma campanha de comunicação interna para a área de cosméticos. Além de descrever um pouco o meu dia a dia, acredito que acabo de apresentar uma das facetas do profissional de relações públicas: multidisciplinar, dinâmico e estratégico. Além de ser uma profissão que me apaixona, o universo de RP traz a oportunidade de conhecer muitos mercados e atuar com pessoas diferentes. Coincidência ou não, um mercado bastante feminino (com excelentes e competentes profissionais do sexo masculino), mas, sem dúvida, dominado pelo salto alto. Acredito que nossa vantagem, nesse caso, é o fato da mulher acostumar-se, de forma natural, a viver como mãe, esposa e profissional, gerenciando sua assistente no lar, programando as férias da família ao mesmo tempo em que desenha um planejamento estratégico. Por isso, vejo que nós, mulheres e relações públicas, temos muitos motivos para nos orgulhar: atuamos com paixão, somos respeitadas, independente do sexo, no cenário da comunicação e temos, ainda, a companhia dos profissionais do sexo masculino que adicionam o modo XY de pensar às nossas vidas!
Marília Lobo – é professora universitária e sócia diretora da Verus Comunicação, tendo atuado em empresas como Elevadores Atlas Schindler e Johnson & Johnson.


Estou aproximadamente há 25 anos na área de comunicação. Nesse tempo, desenvolvi vários projetos de comunicação. Alguns deles premiados. Hoje, analiso estrategicamente as informações que são repassadas aos públicos de interesse adequando-as sempre que necessário. A profissão de relações Públicas vem se tornando cada vez mais estratégica para as empresas. Os RPs,, em sua maioria mulheres, são considerados competentes e eficazes. Acredito que apesar da nossa sociedade, ainda, ser
machista, em nossa área, não há grandes diferenças entre os gêneros. A mulher é reconhecida como uma profissional de extrema importância no mercado.
Maria Del Carmen Garcia Vazquezanalista de comunicação da SABESP e diretora de comunicação da Associação Sabesp.


Temos muito a comemorar neste 8 de março, e muito ainda a conquistar, também. A atuação feminina na comunicação e nas Relações Públicas é sabidamente majoritária, aliás, tal como mostram as tendências praticamente em todos os segmentos e especialmente em algumas profissões. Sem dúvida, conquistamos nosso direito à profissionalização, à vida acadêmica, ocupamos de forma muito competente este espaço. Nas Relações Públicas, a sensibilidade feminina, a capacidade de ouvir e de mediar conflitos, meio que inerentes à condição, fazem diferença. E o nível de aprimoramento constante das mulheres nas ciências da comunicação consolida ainda mais este espaço. Porém, como eu disse, ainda há muito o que conquistar e não se trata somente de um comparativo com nossos colegas homens ou com o universo de trabalho masculina. Ainda são questões de sociedade, de sociedade mundial. Nossa remuneração ainda perde em relação aos homens, há diversos estudos que comprovam isso, e isso é algo que deve ser colocado lá na conta do preconceito. Nossa carga diária de trabalho é desumana, pois sim, caímos na armadilha de assumir todos os papéis “apenas” para termos direito ao nosso lugar ao sol no mercado de trabalho, e isso não é diferente em RP, chegando até a ser pior em um campo de atuação em que a noção de horários num mercado globalizado chega a ser inexistente. Mas não é um discurso de vítima porque somos também culpadas por “cair” neste jogo. As questões de gênero que ainda hoje são críticas, praticamente são as mesmas questões que são críticas para a humanidade, de uma forma geral: mais respeito, mais ética, mais humanidade. Apenas bate mais forte no complexo ser chamado “mulher”.
Tânia Baitellocoordenadora do curso de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero e diretora da Global Comunicação, com uma carteira de clientes formada por Grupo Silvio Santos, Sistema Cosipa/Usiminas, Editora FTD, entre outros.


Em 2003, uma pesquisa sobre comunicação interna – realizada por Paulo Nassar e Suzel Figueiredo e publicada pela Aberje no primeiro volume do livro “Comunicação Interna – A Força das Empresas” – já apontava que as mulheres se destacam na gestão da comunicação interna das empresas pesquisadas. Eu estudo em uma sala de 50 pessoas, sendo apenas 4 homens e 46 (lindas) mulheres e já observei que essa é a mesma realidade em várias outras salas de RP do país. Portanto, ao olharmos para a grande maioria de mulheres, podemos, no mínimo, questionar que não é somente na C.I. que as mulheres apresentam destaque. Não há dúvidas de que escolhi uma profissão que, com a delicadeza do bom gosto feminino, é dominada pelas mulheres. Se há diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho das Relações Públicas, é porque tal diferença é histórica e acontece em toda a sociedade. Mas, apesar disso, acredito que não seja motivo para as mulheres RPs desanimarem. Pois, basta nos lembrarmos de Vera Giangrande, Relações Públicas, a maior especialista em relação com  o consumidor que ocupou altos cargos e se tornou a primeira mulher a assumir a gerência de uma multinacional. Falo tudo isso porque sou um homem de RP – o “bendito fruto entre as mulheres” (como outros homens em outras salas por aí) – e tenho muito orgulho de manter, na faculdade, amizades fortes com mulheres tão especiais e carinhosas, assim como tenho o prazer de poder conversar, fora da Cásper, com estudantes de outras faculdades e profissionais atenciosas. Mulheres RPs, eu fico honrado em poder aprender e dividir uma profissão com vocês. Parabéns e feliz dia das mulheres!
Vitor Balanestudante do 2º ano de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero.


“Nunca me impressionam as constantes constatações da prevalência do sexo feminino no mercado da comunicação organizacional. Afinal, todo o manuseio com conteúdos simbólicos, com sensações e com emoções que precisamos articular nesta área encontra nas mulheres a fonte mais propícia e produtiva. Numa era de subjetividade, é um olhar que verdadeiramente capta as peculiaridades dos comportamentos, das vontades e das frustrações das pessoas para transformar em projetos de relacionamento. Todos os sectarismos são burros, mas no dia da Mulher, fica aqui meu reconhecimento pela capacidade de compreensão e de mudança”

Rodrigo Cogo
- relações públicas, gerenciador do www.mundorp.com.br e canais coligados

CategoriasUncategorized

A internet e o processo de (in)decisão – A busca pelo querer

Desde semana passada que venho lendo em sites, blogs e em algumas redes sociais, severas críticas ao comportamento e ao impreciso”futuro”da geração Y.

O tom dessas críticas e reflexões vem sempre carregadas da problemática da falta de comprometimento, da velocidade do “querer” dos que fazem parte dessa geração, e do medo das organizações de contratarem jovens que “supostamente”não sabem valorizar o ambiente organizacional, assim como a cultura e a “velocidade”de acontecimentos e promoções que nela se dão.

Fazer parte da geração Y é estar conectado (ou não) ao mundo digital, às oportunidades que a rede proporciona em se tratando de tecnologia, conteúdo (ou a falta de), relacionamentos à longa distância e a todas as disparidades que se tornam ainda mais perceptíveis quando o assunto é o acesso à todos esses meios e oportunidades.

O processo de decisão de compra e a influência de determinadas marcas, organizações e produtos ao público mudou – não existe mais a desconfiança, existe a confiança de se conseguir algo melhor ou diferente. O consumidor se tornou pesquisador, evangelizador, inovador e disseminador do seu próprio “querer”.

Produtos cada dia mais singulares procuram atingir uma pluralidade consciente de inovação, qualidade e novas perspectivas que estão agregadas à marca/produto (responsabilidade ambiental, social, entre outros). A internet é o grande palco para essa transformação entre choque do antigo com o inovador, da comunicação de massa para com a comunicação dirigida e focada – e os públicos desses embates acabam sendo as próprias organizações e seus departamentos de comunicação, que devem estar atentos à essas mudanças e ao “querer”do consumidor – o novo consumidor.

Não acredito na superficialidade da geração Y. Acredito sim na superficialidade do que se fala da geração Y e do que se espera de uma geração que ainda nem cresceu e já estão decretando seu fim.

Assim como a comunicação, um processo e uma mudança está acontecendo tanto nos hábitos quanto no poder de compra da população mundial – observamos o exemplo brasileiro e sua constante mudança na pirâmide de classes em se tratando de poder de compra.

O diferente é possível, a singularidade é a novidade e a geração Y só ganha com isso.

CategoriasUncategorized
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.