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Projetos de alunos de Relações Públicas movimentam Bauru

Fazendo parte da disciplina Técnicas de Relações Públicas, os alunos do segundo ano do curso de Relações Públicas da UNESP/Bauru movimentam este fim de primeiro semestre na cidade de Bauru e na comunidade acadêmica.

A disciplina tem como objetivo colocar em prática as diferentes vertentes de atuação em eventos que o profissional de Relações Públicas pode atuar – a atividade é proposta no início das aulas e os alunos tem o prazo de 6 meses para planejar, obter patrocínios, divulgarem e colocar o evento em prática. No final, os alunos são avaliados conforme os resultados e todo o processo de planejamento do evento, pela professora da disciplina.

Muitos eventos de sucesso já saíram desta atividade, e outros levaram a experiência de gestão de crises para os organizadores (meu caso). Shows das bandas Teatro Mágico e Mundo Livre S.A já foram organizados pelos alunos em anos passados, e a repercussão na cidade foi além do esperado.

Este ano, pode-se notar um número de grande de eventos com causas sociais que estão sendo colocados em prática. Vou dar alguns exemplos – claro que não conseguirei abarcar todos eles aqui – mas que podem representar muito bem o quanto esta atividade é de suma importância para o aprendizado do aluno e os benefícios à comunidade que estes eventos podem levar.

O grupo M6 Produções, criado por 6 alunas está organizando o projeto Ponto de Partida que além de todas as atividades já colocadas em prática, finalizará o projeto com um grande arraiá solidário em um bairro da cidade. Veja mais informações em (http://www.m6producoes.blogspot.com/).

Com enfoque na desmistificação do tema Produção Cultural, o grupo Comunicultura, levará a produção cultural de alunos da própria universidade para mais perto da comunidade acadêmica através de exposições, música e uma mesa-redonda sobre o tema. Para mais informações clique aqui.

Não menos importante, um dos grupos da sala do segundo ano ficou responsável por organizar a IX Semana de Relações Públicas, que troxe este ano o enfoque no tema da comunicação pública e marketing político – foram 3 dias de evento para que a comunidade acadêmica pudesse absorver conhecimento e aprender um pouco mais com os palestrantes convidados. Veja a cobertura completa da IX Semana de RP no site: http://www.faac.unesp.br

Com o intuito de proporcionar intervenções artísticas nos pontos mais movimentados e inusitados da cidade, um dos grupos organizará o RespirARTE. Música, poesia, teatro, dança e até mágica serão levados para a população com o intuito de surpreendê-las – “A intenção é fazer com q a arte se manifeste como parte do cotidiano das pessoas q estiverem naquele determinado local” diz Matheus, um dos integrantes da organização.

Mini cursos de comunicação também foram proporcionados por um grupo de alunos no último mês. Cultura organizacional, marketing pessoal, expressão corporal, entre outros foram os temas dos mini cursos que obtiveram presença massiva dos alunos de comunicação da UNESP. Com um preço acessível e simbólico, alguns temas que não são abordados em sala de aula puderam ser discutidos nas 5 tardes que o evento aconteceu.

Enfatizo também, que um dos eventos organizados pelos alunos que atualmente estão no terceiro ano do curso, está concorrendo ao INTERCOM nacional. Com um projeto de revitalização de um espaço público em um bairro carente de Bauru, os alunos conseguiram em algumas semanas levar alegria e a esperança de um novo local para a prática do esporte, dança e atividades culturais. Visite o blog do Grupo AGR .

Infelizmente fica impossível colocar todos os eventos do pessoal deste ano (são 50 alunos), mas deixo aqui meus parabéns pela força e pelo entusiasmo em fazer cada um dar certo e principalmente, colocar em prática o EVENTO – que sempre é motivo de tanta discussão no âmbito profissional e acadêmico, mas que poucos conseguem planejá-lo e executá-lo com excelência.

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Arquitetura da Informação: Estratégia, comunicação e organização

Construções da arquitetura física nos proporcionam mais do que abrigo: refletem a nossa cultura, em imagens de beleza e de funções. Mas quando se percebe como são mal-construídos os nossos espaços informacionais, conclui-se que a Arquitetura da Informação é hoje um problema concreto.

O “arquiteto de informação” seria um novo profissional, a substituir o “webmaster”. Teria conhecimentos e experiência para desenvolver estruturas de informação, com níveis múltiplos de interação entre homens, máquinas e o meio ambiente.

Mas qual é este profissional, o que ele tem a ver com a comunicação?

Hoje trago aqui uma breve entrevista gentilmente concedida pela Arquiteta da Informação Glauciana Nunes, que também é formada em Relações Públicas e em Jornalismo.

Glauciana, o que você entende como Arquitetura da Informação?
Arquitetura de Informação é forma de organizar, catalogar e orientar um site. Na verdade, não só um site, mas qualquer sistema, interface, desktop ou mobile, no intuito de facilitar o trânsito do usuário. Imagine um amontoado de informações? Quem conseguiria se encontrar, sobretudo nos maiores, com mais páginas. Arquitetura de Informação coloca cada informação em seu lugar, respeitando alguns padrões de usuário e, claro, sendo orientado por eles, já que engloba mais duas áreas, que é Design centrado no usuário e user experience (a experiência do usuário).

Como você vê o mercado, tanto do profissional, como da demanda por estes no Brasil?

O mercado está aquecidíssimo. A real é que há alguns anos já se faz Arquitetura de Informação no mundo e também no Brasil. Entretanto, essa nomenclatura é relativamente nova. De uns 5 anos para cá é que os profissionais foram ganhando o título e realmente começaram a estudar com mais foco. Por ser tão nova, essa área carece de profissionais. Justamente por isso, os salários são bons e há muitas vagas.

Ter um olhar estratégico, do todo e levando em consideração as partes; é um diferencial para o profissional de AI?
Sim, certamente. É necessário aproximar e afastar a visão para se fazer uma boa AI. Afastar para conseguir enxergar as informações no amontoado de dados, que é o início do desenvolvimento de uma interface. Depois, aproximar para ir colocando tudo no seu devido lugar. Além disso, parte fundamental do processo de AI é a pesquisa com o usuário, afinal, se uma interface é feita para determinado público, nada mais óbvio que fazer contemplando as suas necessidades, não é mesmo?

A sua formação em Relações Públicas e Jornalismo, te ajudam nas práticas de seus projetos, e na compreensão de públicos estratégicos em suas ações?
Muitos profissionais de AI migram do design, mas aí trabalham mais especificamente com Design centrado no usuário. Para fazer levantamento de requisitos, mapeamento de processos, pesquisas com usuários, organização de informação, wireframes e validações tenho visto muitos profissionais de Jornalismo. RPs nunca vi, mas acho que a formação é totalmente favorável, isso porque nos faz enxergar de perto o público. E se Arquitetura de Informação visa o usuário, que bom conhecer de perto o nosso público, sim?!?

Qual dica você daria para os curiosos dessa área, e para quem quer começar a trabalhar com AI?
Há alguns cursos bem legais no mercado, como os da Jump Education, e também o EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação, que esse ano estará na quinta edição e sempre ocorre em São Paulo. Mas, há muito conteúdo na Internet e alguns blogs confiáveis e bem atualizados, como:

* Arquitetura de Informação – http://www.arquiteturadeinformacao.com/
* Guilhermo Reis – http://www.guilhermo.com/
* Luiz Agner – http://www.agner.com.br/
* naHipermidia – http://www.nahipermidia.com/blog/
* Planta Baixa – http://plantabaixa.wordpress.com/
* Usabilidoido – http://www.usabilidoido.com.br/
* Wireframes Magazine – http://wireframes.linowski.ca/

Formada em Relações Públicas, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, e em Jornalismo, pelo Centro Universitário Sant’Anna (Uni Sant’Anna), campus de São Paulo. Foi aluna especial da disciplina “Discurso Jornalístico e Literário: Conexões“, do mestrado em Comunicação Midiática da Unesp – Bauru, e publicou o livro “Filhos do Coração – Histórias Extraordinárias de Adoção”.

Toda sua carreira em comunicação está voltada para à Internet. Comunicação digital, jornalismo online, webmarketing, arquitetura de informação e mídias sociais.

Desde 2001, já atendeu clientes, como Unimed Paulistana, Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio), Estadão, Trio Alimentos, Caixa Consórcios, Editora Alto Astral (Revista Todateen e Revista Shape), Unimed Bauru, Mais Estudo, Arita Treinamentos, betboo.com e Baurublog.

Atualmente, escreve para um site internacional de jogos, betboo (www.betboo.com), edita o Blog Coisa de Mãe (www.coisademae.com) e escreve em seu Blog pessoal (www.glauciananunes.com).

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Projeto Labsol: sustentabilidade, comunicação e extensão

Este post faz parte de uma iniciativa dos portais Mundo RP e Horizonte RP, em uma parceria para divulgação e produção da temática da sustentabilidade nos diversos blogs e sites de comunicação. Para quem quiser saber um pouco mais da campanha, é só clicar aqui e obter mais informações.

Hoje quero além de divulgar um maravilhoso trabalho, mostrar que existe sim a possibilidade de atuação de profissionais e estudantes de Relações Públicas em projetos de sustentabilidade, do terceiro setor e em projetos de extensão universitária presentes em diversas instituições de ensino.

Baseada no tripé de Ensino, Pesquisa e Extensão; a faculdade pública tem por objetivo dar um retorno à sociedade sobre o investimento resultante de impostos, dado pela população, a nós estudantes de universidades públicas – os projetos de extensão entram em cena para que, além de exercermos e pesquisarmos assuntos em nossa área, também possibilitar à sociedade em si esse resultado entre teoria e prática em forma de projetos sociais, educação ambiental, produtos, produção científica, entre outros.

Veja a apresentação do Labsol – Laboratório de Design Solidário da UNESP/Bauru

Todos os projetos do Laboratório foram desenvolvidos a partir do caráter da extensão, e por isso, tem perfil de ensinar algo à sociedade. No entanto, como Laboratório Solidário, sempre desenvolveu seus projetos de forma a auxiliar e aprimorar a produção já existente em algumas comunidades.

Dessa forma, o processo se dá de acordo com os seguintes procedimentos: visita à comunidade para conhecimento de materiais, técnicas, condições de trabalhos e dos trabalhadores; desenvolvimento de pesquisa acerca dos materiais e técnicas empregadas, elaboração de projetos ou melhoria dos projetos já existentes, levando em conta o custo, aplicabilidade técnica, design, demanda de mercado; workshop para a comunidade, a fim de auxiliá-los na implementação da nova técnica e novos produtos.  Esse tipo de projeto visa à sustentabilidade da comunidade a partir da venda dessas peças.

Uma característica interessante do Labsol é que existe uma integração muito grande entre os alunos que fazem parte do projeto, e entre os professores que orientam as atividades. Há mais de um ano um estagiário de Relações Públicas faz parte da equipe, no intuito de auxiliar a divulgação dos projetos do Laboratório através de releases e assessoria de imprensa, organizar feiras e workshops, captação de materiais para os produtos que são produzidos e atualização de perfis em mídias sociais.

Minimizar impactos ambientais, atingir o desenvolvimento sustentável e colaborar para uma educação ambiental à sociedade são objetivos do Labsol e, para isso, estão sempre em atualização no que diz respeito a novidades da área, parcerias com outros projetos semelhantes em diversas universidades e na capacitação dos alunos que aprendem dia-a-dia o sentido e a importância da sustentabilidade em sua profissão.

Essa junção do design, com a ajuda da comunicação me chamou muito atenção e percebo o quão envolvidos estão os alunos nas causas das comunidades que eles agem, e também levam essa experiência adquirida para a sala de aula em forma de trabalhos, projetos e apresentações.

Parabenizo primeiramente ao professor que idealizou e orienta o projeto, aos alunos de Design que viram no Ecodesign e no Design solidária uma oportunidade de trabalho e experiências em sua vivência universitária; e também às alunas de Relações Públicas que já fizeram e ainda fazem parte do Labsol por contribuírem na divulgação e contribuição para um projeto tão importante e ímpar na sociedade acadêmica.

Para mais informações sobre o Labsol
Site: http://www.labsol.com.br
Twitter: http://twitter.com/labsol

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Especial comunicação no interior de SP: Araraquara

Hoje quem vai falar um pouco sobre o cenário comunicacional no interior de São Paulo é Fabíola Liberato – aluna do quarto ano de Relações Públicas da UNESP/Bauru e moradora de Araraquara.

Araraquara tem mais de 200 mil habitantes e possui universidades como UNESP, UNIARA, UNIP, CEFET, entre outras. A cidade é um grande pólo regional no que diz respeito ao comércio, além de ter atividades esportivas reconhecidas a nível nacional e se destaca pela produção e exportação de suco de laranja (é conhecida como capital mundial da laranja).

“O cenário comunicacional em Araraquara está se desenvolvendo de forma rápida e constante, o profissional de Relações Públicas encontra aqui diferentes chances de atuar no mercado de trabalho. Em Araraquara existem empresas que possuem profissionais formados na área de comunicação, e muitas delas abrem espaço para estagiários e trainees. Uma oportunidade interessante são os estágios de férias, no qual o estudante tem a possibilidade de entrar em contato com o universo profissional, aprender e exercer na prática o que vem aprendendo na Universidade.

Há  duas Universidades aqui que possuem o curso de comunicação social, na UNIARA e na UNIP -  ambas oferecem os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, são cursos de grande procura pelos estudantes.

No que se refere ao mercado de trabalho, o número de agências de comunicação aumentou na cidade, algumas atuam em conjunto com publicidade, outras são mais específicas no que se relaciona à comunicação integrada das empresas, como por exemplo, a Com Texto, agência que trabalha com a comunicação interna, assessoria de imprensa e desenvolve a comunicação integrada como um todo. Neste segmento, o relações públicas pode atuar de forma a somar conhecimento, auxiliando assim, na comunicação como um todo.

As oportunidades para atuar no mercado comunicacional em Araraquara são boas, pois a cidade está rodeada de grandes empresas que se preocupam e estão cada vez mais percebendo a importância e a diferença que é ter uma comunicação eficaz em sua empresa. Muitas vezes não há setores específicos de comunicação nas empresas, por isso estas contratam o serviço de uma agência ou consultoria em comunicação especializada.

As perspectivas para este tipo de mercado em Araraquara são otimistas, uma vez que empresas, áreas culturais, eventos, agências e consultorias, jornais da região e área acadêmica são alguns lugares onde o relações públicas pode exercer sua profissão.  Vejo grandes oportunidades de trabalhar aqui na cidade por Relações Públicas ser uma área dinâmica e necessária à muitos setores que talvez não tiveram ainda esta percepção ou então ainda não nomeiam a função de relações públicas, mas acredito que exercendo a função de relações públicas com competência e responsabilidade, o reconhecimento merecido pela profissão vai chegar, e isso é uma questão de tempo.”

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Especial comunicação no interior de SP: Birigui

Continuando a série de matérias sobre o contexto comunicacional e de Relações Públicas no interior do estado de São Paulo, hoje trago aqui algumas reflexões sobre a cidade de Birigui.

O mercado calçadista é o ponto inicial para analisarmos algumas semelhanças entre as cidades de Birigui,Jaú e Franca (próximas matérias) – e quem apresenta a cidade de Birigui é a aluna do quarto ano de Relações Públicas da UNESP/Bauru Larissa Gomes Correia.

Birigui foi fundada em 1911 e hoje possui apenas 110 mil habitantes. Além disso ela está localizada no interior de São Paulo, em média 530 Km da capital. É conhecida como a Capital Latina do Calçado Infantil por ser o maior pólo Industrial da América do Sul especializado neste seguimento e hoje conta com mais de 18 mil trabalhadores o que soma quase 60% dos empregos oferecidos na cidade.

Por esse motivo a cidade acaba tendo uma renda per capita muito baixa que, em média, gira entre 700,00 e 1.000 reais, pois a maioria dos moradores trabalham como colaboradores nessas empresas da cidade.

- Mercado de trabalho (oferta de vagas para profissionais, estagiários, trainees)
Vagas para profissionais de comunicação são poucas. Em minhas pesquisas apenas 4 fábricas grandes possuem um departamento de comunicação um pouco mais estruturado mas, ainda assim o mesmo é aliado ao departamento de marketing. Não existem programas de trainee em nunhuma das empresas e, os estágios oferecidos, quando existem, possuem salários extremamente baixos, entre 200 reais no máximo 400,00 reais e alguns deles não oferecem remuneração alguma.

- Existe faculdade de comunicação na cidade? Qual? Cursos?
Existem 2 faculdades na cidade mas nenhuma oferece cursos na área de comunicação. Acredito que isso seja devido ao município vizinho, Araçatuba, ter o dobro de habitantes e possuir 3 faculdades grandes com cursos de comunicação, sendo elas UNIP, Salesiano e TOLEDO. Porém elas apenas oferecem cursos de marketing, Publicidade/Propaganda e Jornalismo e a maioria das pessoas de Birigui deslocam-se para Araçatuba para cursar essas faculdades.

- Existem grandes empresas e que possuem profissionais de comunicação nelas?
Existem 4 Industrias de calçados bem conhecidas no ramo que possuem comunicadores em sua grade de profissionais sendo elas a KLIN, Bical, Pé com Pé e Pampili. Não existem relações públicas em nenhuma das empresas, porém o lado bom é que as funções de um RP não estão esquecidas em nenhuma delas. O “buraco” que surge no âmbito comunicacional nestas organizações que deveria ser desenvolvido por um RP acaba sendo suprido por profissionais que trabalham com RH ou por Jornalistas. Basta que o Relações Públicas tente ocupar o seu lugar e realizar as funções que já existem mas estão distribuídas aos profissionais errados.

- Existem agências de comunicação?
Sim, existem algumas agências de comunicação, porém existem 2 que são mais conhecidas mas que trabalham apenas com formulação de identidade visual como: sites, banners, maillings e também fazem comerciais para TV principalmente para supermercados, salões, fabricas e academias da cidade. Porém, essas agências também não são muito grandes e, pelo que pesquisei, não existem profissionais de RP em nenhuma delas.

Larissa finaliza, dizendo que não vê muitas possibilidades imediatas para o profissional de comunicação/Relações Públicas em sua cidade. Porém, podemos ver que existe sim um potencial muito grande, no que diz respeito às fábricas de calçado infantil e ao potencial da cidade para este nicho de mercado, inclusive em possíveis associações de empresários do ramo, no setor público pode ser trabalhado algo voltado ao turismo de compras, entre outros. Nos próximos posts, vamos ver as experiências da cidade de Franca e de Jaú (que também atuam na areal calçadista), e que já conquistaram seu espaço no mercado – contribuindo inclusive para o mercado do turismo de compras em suas respectivas cidades.

É o interior de São Paulo mostrando que tem espaço para profissionais atuarem em suas áreas de formação, e para colocarem em prática a comunicação de resultados!

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Claudia Leitte mascarando o Banco do Brasil?

Acabaram-se as férias!
Ano novo, blog novo e muitas novidades aqui para os que acompanham e ajudam a fazer com que as Relações Públicas sejam discutidas em um espaço democrático e no objetivo de construção coletiva.

Começo o ano de 2010 com um fato que me chamou a atenção. O mercado fonográfico, do show-business e do espetáculo sempre estiveram em alta no Brasil – cada dia mais as bandas, grupos e cantores investem na interatividade, na qualidade de seus concertos e conseqüentemente aumentam suas “importâncias”em seu caixa.

O Brasil é um celeiro musical com uma vasta diversidade de músicas, estilos e ritmos e que faz com que o público seja criterioso na escolha de seus ídolos. Vamos ao assunto.

Projetos e leis de incentivo à cultura estão presentes no nosso país, e servem como abatimento de pagamento de impostos para as empresas – até aí, tudo ok! Muito já se discutiu a respeito da utilização, por parte de cantores famosos e grupos internacionalmente conhecidos, desta verba destinada à cultura.

Acabo de assistir ao clipe de uma música da cantora Claudia Leitte. A música é a aposta da cantora e de sua equipe para o carnaval de 2010, e para isso lançou um hotsite temático para a canção, assim como um clipe – Patrocinado pelo Banco do Brasil.

O que mais me chamou a atenção quando vi ao clipe, não foi somente o fato de no início do mesmo conter a frase: Banco do Brasil apresenta – mas sim, a utilização de imagens de atletas que são patrocinados pelo banco durante o clipe. Não foi como uma inserção de marca como se faz nas novelas, foi algo escancarado e, na minha opinião, até fora do contexto do clipe e da letra da música da cantora.

Mas é neste fato que me coloquei a pensar sobre a inserção de marcas, neste nicho de mercado que já foi muito importante no Brasil – que é a veiculação de clipes musicais. Sabe-se que hoje não existe uma atenção dada, em se tratando de espaço, para que os clipes sejam veiculados em canais de emissoras abertas (até os canais fechados reduziram o número de horas voltados para os clipes – vide MTV).

Seria a aposta do Banco do Brasil em atingir um público mais jovem, que curte a música baiana e que investe seu dinheiro em micaretas pelo país? Ou somente mais uma oportunidade, por parte da cantora, de se utilizar do dinheiro do banco para a produção de seu vídeo clipe?

Na minha opinião o clipe realmente deixou a desejar e ficou preso à marca – fato que pode ser observado facilmente por estudantes e profissionais de comunicação. Acho que este debate ainda vai ser mais discutido e tratado por aí…por enquanto é só minha opinião.

Veja o clipe:

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Relações Públicas e o caso UNIBAN – Reflexão necessária

Vimos massivamente na mídia durante a última semana o caso da estudante Geyse Arruda, que foi hostilizada em sua universidade no dia 22 de Outubro por mais de 700 alunos que estavam presentes no local.

Como resultado de toda a polêmica, das aparições da jovem em programas de TV, rádio, internet e pela má administração do caso por parte da universidade, a mesma divulgou uma nota à imprensa anunciando a expulsão de Geyse da instituição de ensino.

Pois bem, você acha essa atitude correta? Antes de tomarmos nossas conlusões, gostaria de levantar alguns pontos importantes, e creio eu, simples, que deveriam ser levados em consideração antes desta medida tomada pela UNIBAN.

Na última semana, em discussão no grupo de estudos que participo na UNESP, entramos sem querer no assunto do caso UNIBAN e ouvi algo muito interessante e que vem de encontro com o que a comunicação, a sociologia e estudiosos estão publicando ultimamente – a questão da influência do virtual na vida real, e suas consequências.

Jornais, revistas, livros, tweets e programas de TV sempre discutem a respeito das consequências da tal geração Y. Eu acho que o fato ocorrido na UNIBAN é sim um exemplo desses debates e das mazelas que a mesma pode acarretar. No mundo virtual existe uma “falsa”liberdade de se fazer o que o indivíduo bem entender, estão revestidos de uma “capa” que se fantasia de “liberdade” , ou “personalidade” que ao encontrar a realidade faz com que ocorram casos como este da jovem universitária.

O que leva uma pessoa a hostilizar uma colega de sala, pelo simples fato de a roupa da mesma não se encaixar em seus padrões de respeito, bom senso e educação ? Este é o problema, os jovens (me coloco nesta faixa social), estamos preparados para julgar e colocar em debate a educação, o respeito e o bom senso que julgamos ter? Temos isso em nós? Ou estamos revestidos de um sentimento que nos faz crer que temos domínio sobre os mesmos e utilizamos/julgamo-os na esfera virtual ?

Por outro lado, analisando a posição da UNIBAN diante do fato – como podemos crer em uma educação justa, democrática e voltada para os problemas atuais com atitudes como esta da universidade? Como serão os profissionais formados pela mesma? E os seus professores, e sua administração? – Sim, devemos colocar em risco e em análise todas essas questões que formam o corpo da universidade. Hoje em dia, um dos temas mais atuais que estão em pesquisas não só de comunicação mas também de psicologia, sociologia e educação é a questão do assédio moral nas organizações, e em lugares onde exista o convívio em grupo.

Temos inclusive aqui na UNESP, um trabalho de conclusão de curso de uma estudante de Relações Públicas que trata da questão do assédio moral nas organizações – este é um tema muito importante para profissionais de comunicação, porque também permeia o âmbito de convívio e de gestão de pessoas nas instituições.

E a imagem da UNIBAN? Outro tópico a ser discutido…Como fica a “marca” da instituição no mercado? E nos diplomas dos que já se formaram na mesma? E para estudantes que vão prestar vestibular para estudar na universidade?

Acho que é um caso que tem muita relação com nossa profissão (no meu caso, futura profissão) e que deve ser analisado e tomado como exemplo(no sentido de “case”) para verificarmos até que ponto uma empresa, organização, instituição podem tomar atitudes “infundadas”ou por pressão pública para resolver uma crise.

Me policiei aqui para não tomar nenhum partido a respeito da atitude da estudante, pós acontecido. Creio que ela se aproveitou sim do momento, ganhou seu dinheiro com aparições em programas (sensacionalistas, inclusive) e teve seu nome estampado no New Yoyk Times.

Gostaria de abrir um espaço para o debate tanto da atitude dos alunos, do posicionamento da instituição e da repercussão do caso na mídia, assim como do olhar da comunicação e das relações públicas no caso. Vamos para os comentários?

Abraços

Como transformar momentos de crise em trampolim ?

Essa semana vou postar um texto escrito por uma amiga muito querida, Lidirce Teixeira – também estudante de Relações Públicas aqui na UNESP/Bauru. Agradeço por ter aceito o desafio de poder contribuir não só para o blog, mas para você mesmo!

O pensamento complexo de Edgar Morin aplicado à comunicação

O pensamento complexo desenvolvido por Edgar Morin se utiliza do dialogismo para “explicar” o mundo. Trata-se da oposição de idéias, por exemplo, como sabemos que alcançamos a felicidade? Ou como sabemos que estamos tristes? Felicidade e tristeza são dois termos dialógicos, que necessitam um do outro para terem sentido em nossas mentes. Atualmente temos o hábito de separar uma organização em diversos “pedaços” para estudá-la, o setor de comunicação fica separado do setor financeiro, porém, é necessário compreender a complexidade; as contradições das organizações; as inter-relações entre os sistemas que a compõem, para realmente estudá-las.

Morin nos mostra como os termos paradoxos estão inter-relacionados. Indivíduo-sociedade, ordem-desordem. Um momento de prosperidade está aliado ao momento de crise. De que forma nós, comunicadores, devemos lidar com as crises que são, em alguns casos, inevitáveis? O principal ponto é ter consciência de que a crise deve funcionar como um trampolim, é a partir dela que a empresa será capaz de seguir adiante. A crise é um momento de instabilidade, e devemos aprender com ela para estarmos preparados para as próximas. É também um momento de mudança, muitas vezes de cultura e de postura. A mudança, quando é para melhor, é sempre bem-vinda, correto? Como profissionais de comunicação cabe a nós decidir se o momento da crise será superado de forma positiva – encarando a crise como um momento de mudança – ou de forma negativa.

Não estou dizendo que a crise não deva ser evitada, ao contrário, como profissionais estratégicos das organizações, devemos usar todo nosso conhecimento para evitá-la, mas devemos estar preparados para os imprevistos, e principalmente conscientes de que os problemas estão sempre acompanhados de soluções.

Kunsch, em seu artigo de 2006 entitulado “Planejamento e gestão estratégica de relações públicas nas organizações contemporâneas” cita os estudos dos Grunig sobre a “comunicação excelente”, afirmando que esta comunicação impacta nos processos estratégicos das organizações. Concordo plenamente com eles, porém, é preciso ter cuidado com o que esta comunicação “excelente” significa. A meu ver, a comunicação será excelente quando cumprir seus objetivos, que não devem ser “harmonizar” as relações, ou maquiar os reais problemas pelos quais a organização está passando. Uma comunicação excelente deve ser pautada na ética, e deve ser capaz de lidar com as adversidades, tratando-as como degraus de uma escada: a cada degrau ultrapassado, mais perto do topo se chega. Os problemas são as molas que impulsionam a empresa ou a própria comunicação a seguir adiante, as atitudes tomadas para solucionar os problemas constituem importantes lições apreendidas.

Mas como transformar problemas em aprendizado? O primeiro passo é estar ciente de que o esforço terá resultados positivos em relação ao que se ganha com a crise. O segundo é querer aprender com ela, utilizar a experiência a favor da organização, fazer com que, no momento da “volta por cima”, ela esteja em um nível acima do que estava antes da crise.

Somos profissionais capazes, somos versáteis, temos habilidade para fazer o que for necessário – sem esquecer da ética – para a organização voltar a ficar bem, o ponto crucial é fazê-la voltar ainda melhor. Tendo a consciência do dialogismo; de que tudo o que fazemos hoje terá um impacto no futuro e de que tudo está inter-relacionado, seremos capazes de transformar crises em trampolins para a prosperidade.

A América respira Relações Públicas ?

No último dia 26 de setembro, comemoramos o dia Interamericano das Relações Públicas…Fiquei atento aos fatos que poderiam acontecer naquele dia, ao menos na esfera virtual e não encontrei muita coisa a não ser alguns “tweets”de estudantes, profissionais e professores da área fazendo menção à data.

Fato é que como podemos comemorar o dia Interamericano de um profissão, ou seja, elevar ao nível de união de uma classe em um determinado continente (americano), se todas as “verdadeiras relações”estão estremecidas e abaladas? Estamos de olhos tapados para o que acontece em Honduras? Esquecemos do show de pré-conceito e julgamento ao povo mexicano, quando por um minuto pensamos que eles fossem os culpados pelo alastramento da gripe H1N1?

Nos contentamos com um espetáculo do cantor Juanes, promovendo a paz em Cuba ? E os insultos do Brasil aos Estados Unidos em relação à sede das olimpíadas de 2016? Quais são essas relações? Antes de falarmos em relações públicas, devemos buscar o verdadeiro sentido das palavras “relações” “harmonia” “respeito”…. Existe isso na América?

Tinha a intenção de buscar algumas palavras de profissionais espalhados pela América neste post, onde trago abaixo um breve comentário sobre o cenário das RP no Equador escrito pela profissional Jhoana Córdova

Las Relaciones Públicas en la actualidad han logrado posicionarse más allá de los perceptible, gracias a ellas las empresas se ha ubicado en lugares importantes  sobre todo por el reconocimiento y respeto obtenido dentro de la sociedad. De la mano del marketing las Relaciones Públicas trabajan duramente con el objetivo de posicionarse entre su público objetivo.

Muchas son las percepciones en el Ecuador, sin embargo gracias a la experiencia obtenida en el ámbito académico, considero necesario mencionar lo imprescindible que pueden llegar a ser las RRPP dentro de las organizaciones.

El buen ambiente laboral, la satisfacción del cliente y el desarrollo económico son algunos de los factores en las cuales las RRPP son especialmente influyentes.

Las RRPP con herramientas tecnológicas como las redes sociales son indiscutiblemente más utilizadas. En clase les comentaba a mis estudiantes la imponente presencia de las RRPP con las redes sociales, jóvenes desde 16 años saben como llegar a su público en su caso, de forma social,  pero me veo en la necesidad de citar este ejemplo ya que es claro que los seres humanos y mucho mas las organizaciones dependemos de las RRPP, pero hay que saber como hacerlo para ello la permanente capacitación se hace ineludible.

En el ámbito político el presidente ecuatoriano se disparó exitosamente con una campaña efectiva de RRPP, mostrando una imagen dominante y hasta exagerada gracias a sus conocimientos en este ámbito.

Ahora bien considero importante ahondar en el tema con encuestas para diagnosticar los efectos de uso en las diferentes áreas y sin temor a equivocarme me atrevo a asegurar que los resultados obtenidos demostrarán lo dicho.  Y es que sin Relaciones Públicas nos existiría una sociedad civilizada y consciente aunque en ocasiones se lo ponga en tela de duda.”

O Brasil respira e vive as mesmas relações públicas do Equador, por exemplo? A América respira a comunicação entre os países? Existe a correta diplomacia e não o jogo de interesses que envolve dinheiro, riquezas, terras e visibilidade?

Somos bons vizinhos? Feliz dia Interamericano das Relações Públicas… se é que esse dia deve mesmo ser comemorado atualmente…

IX Inacarp tem início hoje

Hoje vou divulgar por aqui um evento muito importante para os alunos do curso de Relações Públicas da UNESP, o INACARP.

O IX Inacarp tem início hoje, 16 de setembro, e vai até o dia 18 deste mês. Esse evento será realizado durante três dias (16, 17 e 18 de setembro) das 19h00 às 22h30 no anfiteatro da sala 1.

O Inacarp (Integração Acadêmica dos Calouros de Relações Públicas) tem como objetivo debater questões de produtos da Indústria Cultural como cultura, educação, preconceito, internet, cinema, televisão e música. Essas discussões são apresentadas pelos veteranos do curso de Relações Públicas (RP) que desenvolveram, durante a disciplina de Sociologia da Comunicação, monografias com temas relacionados à indústria cultural. Assim, a apresentação da produção acadêmica dos discentes do 2º ano de RP, é uma forma de integrar e mostrar aos calouros a importância do curso, aproximando-os também da pesquisa científica.

De acordo com a professora e coordenadora do evento, Profa. Dra. Maria Antônia Vieira Soares, o evento é gratuito e é aberto a todos os alunos e professores da Unesp. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail inacarp2009@gmail.com, contudo as vagas são limitadas.

Confira abaixo a programação IX Inacarp:

16/09/2009

19h00 – 19h20: Recepção e Abertura

19h20 – 20h20: Palestra com o convidado: André Au­gusto, formado pela Unesp em 2005.

20h20 – 21h00: Apresenta­ção 1: Transcendo o preconcei­to, defendendo a igualdade: Revista Raça Brasil – O orgu­lho negro impresso no papel.

21h00 – 21h30: Intervalo

21h30 – 22h10: Apresen­tação 2: Estudo de caso da revista TPM: “Uma estética moderna com uma moral arcaica”

22h10 – 22h30: Encerra­mento

17/09/2009

19h00 – 19h20: Recepção e Abertura

19h20 – 20h00: Apresentação 3: Indústria Cultural: uma la­vagem cerebral? Um estudo de caso sobre o programa “Lavan­deria MTV”

20h00 – 20h40: Apresentação 4: Relacionamentos humanos na sociedade da (In)comunicação: Um estudo de caso sobre o Orkut.

20h40 – 21h10: Intervalo

21h10 – 21h50: Apresentação 5: O verdadeiro valor da educação – um estudo de caso da propa­ganda “Educação não é merca­doria”, da Contee.

21h50 – 22h30: Apresentação 6: A visibilidade da cultura nordesti­na propiciada pela banda “Cor­del do Fogo Encantado”

22h30 – 22h45: Encerramento

18/09/2009

19h00 – 19h20: Recepção e Abertura

19h20 – 20h00: Apresen­tação 7: Um olhar sociológico entre as sombras do Capi­talismo. Estudo de caso do livro e filme “Ensaio sobre a Cegueira”

20h00 – 20h40: Apresen­tação 8 : Hancock: o Relações Públicas e o herói quebrando estereótipos.

20h40 – 21h20: Apresen­tação 9: Do guache ao Blush: maquiando a infância.

21h20 – 21h40: Encerra­mento

21h40 – 22h10: Coquetel de encerramento

Fonte: ACI – FAAC/Unesp

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