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Posts Etiquetados ‘comunicação’

Sobre twitter, comunicação e Relações Públicas

Há alguns dias tenho ficado incomodado com a velocidade e o rumo com que vários assuntos têm tomado nas redes sociais. Vou falar especificamente do twitter, plataforma cuja qual dedico maior tempo do meu dia, principalmente por ser uma de minhas ferramentas de trabalho.

O fenômeno das últimas semanas tem sido os vlogs – uma junção de vídeo e blog que faz com que qualquer pessoa e sua web cam “transformem” o cotidiano e o foco de qualquer discussão que possa estar acontecendo no twitter.

Em meio a vários acontecimentos do caso Bruno, o início das campanhas e sabatinas das eleições 2010, às férias escolares e à morte de um filho de uma famosa atriz – um jovem chamado Felipe Neto(@felipeneto) tem causado a ira de vários adolescentes que não concordam com a maneira de pensar (ou talvez seja um parecer pensar) do vloger.

Muitas pessoas discutem a questão da inclusão digital, nas universidades este é um assunto muito falado em sala de aula, em trabalhos e em conversas informais entre os estudantes; mas acredito que estes avanços nos estudos não acompanham a velocidade dos acontecimentos e as conseqüências que estes possam ter para o meio comunicacional, e por que não à esfera offline que também recebe essas notícias.

Em um período de um dia milhares de vídeos-respostas a este Felipe Neto aparecem através de seus protagonistas, para que reine a sensação de que serão ouvidos, justos e leais a seus ideais, fontes inspiradoras e “exemplos” de estilos de vida.

Acho que o mais preocupante é que talvez este espaço que esteja sendo muito utilizado para defender um ou outro artista, esta ou aquela banda, este ou aquele filme – poderia ser utilizado para outros fins e causas. Sei que a era do conteúdo que vivemos atualmente, talvez seja o “start” para uma conscientização futura destes jovens da melhor utilização destes meios de comunicação e disseminação de idéias.

Prefiro acreditar nisso, a ter que pensar que estes jovens realmente buscam nessas causas a “tampa para a sua panela” que nunca encontrou dentro de casa, em leitura de clássicos ou em experiências trocadas com avós, amigos, vizinhos, professores e colegas de vida.

É triste ver o rumo que essa falsa “democracia online” vem tomando. É preocupante para nós, estudantes e profissionais de comunicação, imaginar que nosso público alvo pode ser tão engajado e influente – mas ao mesmo tempo, carentes de uma causa maior, ou de um espírito de coletividade que os una para um bem em comum.

Sempre acreditei que a chamada “massa” era repleta de individualidades, e acho que a comunicação e estratégias de Relações Públicas, entenderam que o foco e a personalização de projetos e produtos fosse o caminho certo para uma comunicação mais eficiente e com mais resultados. O que estamos vendo, é que dentro dessas individualidades, temos um ponto cego pronto para emergir – e não sabemos como agir pelo fato de nunca termos passado por experiências semelhantes antes.

Eis o desafio: como agir com um futuro que emerge diante de nossos olhos, sem fazer o “download” de outras experiências e ocasiões? Como lidar com estes fenômenos comunicacionais e pessoas que “recheiam” nossas telas diariamente e criar soluções inteligentes para que as organizações e seus produtos estejam inseridos neste contexto também?

É hora de pensar, hora de produzir, hora de disseminar, hora de colocar em prática novamente as Relações Públicas – as verdadeiras – e não a que imaginamos ser, ou queremos que seja através de personagens fictícios da dramaturgia. Você é RP – quando tomarmos consciência do “eu” que está inserido nesta categoria RP, a coletividade ficará mais saudável e apta a ser uma “unidade com uma vasta diversidade”.

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Relações Públicas: Criadores de uma nova realidade

Penso a comunicação em si como algo transformador. Uma atividade que realmente possa mudar a vida das pessoas, das instituições e de cenários que possam ser considerados perdidos. E os comunicadores? Transformam sua realidade? Fazem com que novos paradigmas sejam debatidos e criam novas oportunidades de ação e de experiências?

Muito me chama a atenção a similaridade de “cases”que venho vendo ultimamente. As ações cada dia mais vem se aproximando de um padrão, com as mesmas plataformas oferecidas, com os mesmos pacotes de solução e consequentemente com o mesmo “buzz”gerado.

Será que não estamos olhando muito para experiências passadas, espelhando-nos em biografias de sucesso de alguns líderes e “cases” exemplares de outras organizações? Porque não criamos novos conceitos? Novas realidades? Novos caminhos?

Para quem está antenado na Teoria do U, de Otto Scharmer (que aliás, tem muito a ver com a Teoria do Caos, e com a fenomenologia), o estado de percepção e a atenção dada a determinado assunto é essencial para se medir o futuro desta decisão. É preciso pararmos de fazer o “download”de experiências que já aconteceram, e chegar a um “ponto cego”onde possamos criar novas possibilidades de ação em um momento de reflexão e de profunda criatividade.

Ser líder, mediar projetos e trabalhar com comunicação é estar aberto a novos caminhos, a novos sentimentos e a novas realidades. Não estou defendendo a idéia de não se levar em consideração as experiências já obtidas e com sucesso… Mas enquanto nos enquadrarmos nelas, e em métodos de trabalho já muito trabalhados, a comunicação ficará estagnada ao ponto onde ela está.

As novas mídias e mídias alternativas trouxeram um fôlego a mais para as novas formas de divulgação e ação, porém já estamos em um patamar onde a equidade de campanhas está explícita até ao olhar dos leigos.

É hora de criar novos cenários, estudar novos caminhos e alimentarmo-nos de um repertório diferencial que nos dará apoio para novas criações e experiências. Pensar no U (com mente aberta, coração aberto e vontade aberta a novas oportunidades), fazendo desse método, um exercício diário para que ele se torne cada dia mais imperceptível no dia-a-dia, mas que nos ensine a buscar nosso caminho – novo, exemplar e de muita criatividade.

Vamos ser profissionais do futuro – os criadores de uma nova realidade!

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Projeto Labsol: sustentabilidade, comunicação e extensão

Este post faz parte de uma iniciativa dos portais Mundo RP e Horizonte RP, em uma parceria para divulgação e produção da temática da sustentabilidade nos diversos blogs e sites de comunicação. Para quem quiser saber um pouco mais da campanha, é só clicar aqui e obter mais informações.

Hoje quero além de divulgar um maravilhoso trabalho, mostrar que existe sim a possibilidade de atuação de profissionais e estudantes de Relações Públicas em projetos de sustentabilidade, do terceiro setor e em projetos de extensão universitária presentes em diversas instituições de ensino.

Baseada no tripé de Ensino, Pesquisa e Extensão; a faculdade pública tem por objetivo dar um retorno à sociedade sobre o investimento resultante de impostos, dado pela população, a nós estudantes de universidades públicas – os projetos de extensão entram em cena para que, além de exercermos e pesquisarmos assuntos em nossa área, também possibilitar à sociedade em si esse resultado entre teoria e prática em forma de projetos sociais, educação ambiental, produtos, produção científica, entre outros.

Veja a apresentação do Labsol – Laboratório de Design Solidário da UNESP/Bauru

Todos os projetos do Laboratório foram desenvolvidos a partir do caráter da extensão, e por isso, tem perfil de ensinar algo à sociedade. No entanto, como Laboratório Solidário, sempre desenvolveu seus projetos de forma a auxiliar e aprimorar a produção já existente em algumas comunidades.

Dessa forma, o processo se dá de acordo com os seguintes procedimentos: visita à comunidade para conhecimento de materiais, técnicas, condições de trabalhos e dos trabalhadores; desenvolvimento de pesquisa acerca dos materiais e técnicas empregadas, elaboração de projetos ou melhoria dos projetos já existentes, levando em conta o custo, aplicabilidade técnica, design, demanda de mercado; workshop para a comunidade, a fim de auxiliá-los na implementação da nova técnica e novos produtos.  Esse tipo de projeto visa à sustentabilidade da comunidade a partir da venda dessas peças.

Uma característica interessante do Labsol é que existe uma integração muito grande entre os alunos que fazem parte do projeto, e entre os professores que orientam as atividades. Há mais de um ano um estagiário de Relações Públicas faz parte da equipe, no intuito de auxiliar a divulgação dos projetos do Laboratório através de releases e assessoria de imprensa, organizar feiras e workshops, captação de materiais para os produtos que são produzidos e atualização de perfis em mídias sociais.

Minimizar impactos ambientais, atingir o desenvolvimento sustentável e colaborar para uma educação ambiental à sociedade são objetivos do Labsol e, para isso, estão sempre em atualização no que diz respeito a novidades da área, parcerias com outros projetos semelhantes em diversas universidades e na capacitação dos alunos que aprendem dia-a-dia o sentido e a importância da sustentabilidade em sua profissão.

Essa junção do design, com a ajuda da comunicação me chamou muito atenção e percebo o quão envolvidos estão os alunos nas causas das comunidades que eles agem, e também levam essa experiência adquirida para a sala de aula em forma de trabalhos, projetos e apresentações.

Parabenizo primeiramente ao professor que idealizou e orienta o projeto, aos alunos de Design que viram no Ecodesign e no Design solidária uma oportunidade de trabalho e experiências em sua vivência universitária; e também às alunas de Relações Públicas que já fizeram e ainda fazem parte do Labsol por contribuírem na divulgação e contribuição para um projeto tão importante e ímpar na sociedade acadêmica.

Para mais informações sobre o Labsol
Site: http://www.labsol.com.br
Twitter: http://twitter.com/labsol

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Para que serve o Conar?*

Você viu o comercial da Devassa com a Paris Hilton? A história é mais ou menos a seguinte. Um comercial de TV, num dia de grande audiência do Big Brother Brasil, atração da TV Globo, na forma de um teaser misterioso, mostrava uma loira de minissaia curtíssima e gestos lânguidos sendo observada através de uma janela indiscreta por um paparazzo. E instava os telespectadores a acessar o site www.bemmisteriosa.com.br. No site, um buraco de fechadura deixava entrever do outro lado um pequeno detalhe da tal loira. O usuário era convidado a seguir o perfil @bemmisteriosa no Twitter. A boa ideia da ação era que, quanto mais seguidores houvesse no perfil do Twitter, mais a fechadura iria se expandindo no site, revelando gradativamente a identidade e as curvas da moça bem misteriosa. Mais tarde se revelou que a loira era a socialite americana Paris Hilton – lindamente fotografada, gostosa de um jeito que eu jamais tinha reparado (e que talvez ela nem seja de fato) – e que a brincadeira era uma ação da Devassa, cervejaria artesanal carioca comprada há pouco pelo Grupo Schincariol.

Esta semana o Conar, um grupo de autorregulamentação publicitária formado por luminares da Comunicação, doutos senhores e respeitáveis senhoras que dedicam seu valioso tempo a defender inocentes brasileiros como você e eu da tremenda ameaça dos comerciais malvados, abriu nada menos que três processos contra a ação da Devassa. Um dos modos que eu uso para definir o Conar é assim: órgão perseguidor dos comerciais que dão certo. Basta uma publicidade causar, atingir seus objetivos, gerar discussão, curiosidade, bafafá, que o Conar entra em ação como uma tia velha, carola, solteirona, amedrontada e pouco instruída para trazer tudo de volta à mornura e à mesmice. Outro jeito que me ajuda a mapear o Conar: tudo que eu acho legal eles vetam. Tudo que eu considero criativo, ousado, divertido, bem sacado faz os bigodes do Conar eriçarem suas cerdas grisalhas.

Eis o mérito dos processos contra a ação da Devassa: o primeiro, impetrado por um consumidor (ou por uma consumidora), reclama da sensualidade do filme. (Está incomodado, amigo? Feriu sua mimosa suscetibilidade, querida? Tire o comercial da sua TV trocando o canal. Use seu controle remoto! Mas não venha tirar o comercial da minha TV. Aqui, na minha casa e na minha vida, você e seus grilos sexuais não tem jurisdição alguma. Vá fazer análise para resolver esse seu recalque de se ofender com a beleza e a libido que Deus espalhou pelo mundo, e não torre a minha paciência nem me imponha suas dificuldades para ser feliz, para ver alegria ao redor, nem, muito menos, seu gosto mórbido pelo que é feio, triste, sem graça e sem sal. Arre.)

O segundo processo, iniciativa do próprio Conar, reclama do “estímulo ao uso excessivo de bebidas alcoólicas”. (Eu assisti aos comerciais, visitei o site e honestamente não entendo no que essa ação é diferente de todas as outras publicidades de bebidas mundo afora no tocante ao estímulo ao consumo. Ademais: comercial não existe exatamente para isso – estimular o consumo? Não é a maior das hipocrisias e o cúmulo da falsidade gente que vive de estimular o consumo de absolutamente tudo, e que construiu a sua carreira vendendo qualquer coisa para qualquer um, agora vestir o fraque e as luvas brancas e vir com esse tipo de conversinha? Outra tremenda incongruência, para não dizer dissimulação mesmo, do Conar: se os veículos que estão lá representados querem realmente curar (dobre o erre se quiser) o que o público pode ou não pode ver, que o façam a priori, antes das campanhas serem veiculadas, e não depois, quando o comercial criminoso, hediondo e indesculpável já foi ao ar e a emissora já ganhou um monte de dinheiro em cima disso. Ou se faz assim ou então fica parecendo dono de bordel assinado manifesto antiprostituição. Fica aqui a minha sugestão para Gilberto Leifert, presidente do Conar, que é também Diretor de Relações com o Mercado da TV Globo: a emissora que veiculou o comercial que está sendo cassado pelo Conar, se está arrependida de tê-lo levado aos lares dos brasileiros, deveria doar o faturamento que obteve com essa veiculação para uma instituição de caridade. Imagino que 30 segundos no Big Brother Brasil devam custar por volta de 300 000 reais.)

O terceiro processo, impetrado pela Secretaria Especial dos Direitos da Mulher, reclama do filme pelo “conteúdo sexista e desrespeitoso à mulher”. Imagino que o ressentimento se refira à reificação da moça, ao aproximar a loira humana da loira gelada. E que a bronca seja também com o retrato da moça como um símbolo sexual. É engraçado que quando o modelo Paulo Zulu aparecia como símbolo sexual em pencas de comerciais, ou quando o ator Marcos Pasquim passava novelas intermináveis inteirinhas sem camisa, exibindo os pêlos e o abdominal de oito gomos, a Secretaria Especial dos Direitos do Homem não tenha se pronunciado. Ah, mas essa Secretaria, graças a Deus, não existe… Gente, que discurso antigo, que agenda mais anos 70! (Mas, opa, não era nos anos 70 que o esbelto Pedrinho Aguinaga aparecia nas telas, num comercial de cigarros, reificadíssimo na imagem do “fino que satisfaz”? Aquilo também já não era, três décadas atrás, um discurso “sexista e desrespeitoso” ao homem?) A impressão que eu tenho é que as mulheres brasileiras já superaram essa dicotomia entre ser bonita ou inteligente, entre ser dona de casa ou profissional autônoma, entre ser mãe e ser amante, entre ser desejada e ser respeitada. As mulheres querem tudo isso ao mesmo tempo. Alguém precisa avisar isso lá em Brasília.

Ao fim e ao cabo, ao contrário do que eu tinha imaginado, nenhum dos processos do Conar se refere ao fato de a ação da Devassa ser mais um elemento a tirar audiência da TV aberta e levar para a internet. O beiço, portanto, aparentemente, não se deve a esse pequeno mas importante detalhe.

Encerro meu arrazoado afirmando ao Conar, aos telespectadores pudicos e caretas e à Secretaria Especial dos Direitos da Mulher, entre outros verdugos do direito de expressão, comercial ou não, e do meu direito de decidir ouvir ou não, de ver ou não, de ler ou não o que essas empresas tem a dizer, que o pior castigo para um mau comercial é o julgamento popular negativo. O pior revés para uma publicidade ruim é vender mal um produto. Ou desvendê-lo, afastá-lo da estima das pessoas, criar rejeição. Ou seja: não há nada pior, para um comercial malfeito, do que ser veiculado.

A alternativa a isso é censura. E, nessa perspectiva, talvez fizesse sentido cassarmos a própria marca, que é um acinte: “Devassa”. Onde já se viu? Assim como o slogan: “Um tesão de cerveja”. Absurdo. A nomenclatura dos tipos de cerveja – Loura, Índia, Ruiva e Negra – também soa absolutamente sexista e desrespeitoso. Sem falar nas comidinhas que aparecem no cardápio das Cervejarias Devassa: os pratos, bem gostosos, aparecem com nomes como Gulosinhas, Afogadinha no Tutu, Carnudinha, Na Moita, Bem Dotado, Deditos Endiabrados e por aí vai. Quanta barbaridade.

*Texto de Adriano Silva – Jornalista e publisher do Gizmodo Brasil – gentilmente autorizado para publicação neste blog.

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Especial comunicação no interior de SP: Birigui

Continuando a série de matérias sobre o contexto comunicacional e de Relações Públicas no interior do estado de São Paulo, hoje trago aqui algumas reflexões sobre a cidade de Birigui.

O mercado calçadista é o ponto inicial para analisarmos algumas semelhanças entre as cidades de Birigui,Jaú e Franca (próximas matérias) – e quem apresenta a cidade de Birigui é a aluna do quarto ano de Relações Públicas da UNESP/Bauru Larissa Gomes Correia.

Birigui foi fundada em 1911 e hoje possui apenas 110 mil habitantes. Além disso ela está localizada no interior de São Paulo, em média 530 Km da capital. É conhecida como a Capital Latina do Calçado Infantil por ser o maior pólo Industrial da América do Sul especializado neste seguimento e hoje conta com mais de 18 mil trabalhadores o que soma quase 60% dos empregos oferecidos na cidade.

Por esse motivo a cidade acaba tendo uma renda per capita muito baixa que, em média, gira entre 700,00 e 1.000 reais, pois a maioria dos moradores trabalham como colaboradores nessas empresas da cidade.

- Mercado de trabalho (oferta de vagas para profissionais, estagiários, trainees)
Vagas para profissionais de comunicação são poucas. Em minhas pesquisas apenas 4 fábricas grandes possuem um departamento de comunicação um pouco mais estruturado mas, ainda assim o mesmo é aliado ao departamento de marketing. Não existem programas de trainee em nunhuma das empresas e, os estágios oferecidos, quando existem, possuem salários extremamente baixos, entre 200 reais no máximo 400,00 reais e alguns deles não oferecem remuneração alguma.

- Existe faculdade de comunicação na cidade? Qual? Cursos?
Existem 2 faculdades na cidade mas nenhuma oferece cursos na área de comunicação. Acredito que isso seja devido ao município vizinho, Araçatuba, ter o dobro de habitantes e possuir 3 faculdades grandes com cursos de comunicação, sendo elas UNIP, Salesiano e TOLEDO. Porém elas apenas oferecem cursos de marketing, Publicidade/Propaganda e Jornalismo e a maioria das pessoas de Birigui deslocam-se para Araçatuba para cursar essas faculdades.

- Existem grandes empresas e que possuem profissionais de comunicação nelas?
Existem 4 Industrias de calçados bem conhecidas no ramo que possuem comunicadores em sua grade de profissionais sendo elas a KLIN, Bical, Pé com Pé e Pampili. Não existem relações públicas em nenhuma das empresas, porém o lado bom é que as funções de um RP não estão esquecidas em nenhuma delas. O “buraco” que surge no âmbito comunicacional nestas organizações que deveria ser desenvolvido por um RP acaba sendo suprido por profissionais que trabalham com RH ou por Jornalistas. Basta que o Relações Públicas tente ocupar o seu lugar e realizar as funções que já existem mas estão distribuídas aos profissionais errados.

- Existem agências de comunicação?
Sim, existem algumas agências de comunicação, porém existem 2 que são mais conhecidas mas que trabalham apenas com formulação de identidade visual como: sites, banners, maillings e também fazem comerciais para TV principalmente para supermercados, salões, fabricas e academias da cidade. Porém, essas agências também não são muito grandes e, pelo que pesquisei, não existem profissionais de RP em nenhuma delas.

Larissa finaliza, dizendo que não vê muitas possibilidades imediatas para o profissional de comunicação/Relações Públicas em sua cidade. Porém, podemos ver que existe sim um potencial muito grande, no que diz respeito às fábricas de calçado infantil e ao potencial da cidade para este nicho de mercado, inclusive em possíveis associações de empresários do ramo, no setor público pode ser trabalhado algo voltado ao turismo de compras, entre outros. Nos próximos posts, vamos ver as experiências da cidade de Franca e de Jaú (que também atuam na areal calçadista), e que já conquistaram seu espaço no mercado – contribuindo inclusive para o mercado do turismo de compras em suas respectivas cidades.

É o interior de São Paulo mostrando que tem espaço para profissionais atuarem em suas áreas de formação, e para colocarem em prática a comunicação de resultados!

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ESPECIAL: Comunicação no interior do estado de São Paulo

Hoje começo aqui no blog uma série de matérias, onde conto com a contribuição de amigos que também fazem Relações Públicas na UNESP/Bauru e que aceitaram prontamente ao meu convite de participar desta série de matérias que tem o intuito de descobrir o que acontece com o mercado de comunicação no interior de São Paulo.

Partindo do pressuposto de que são mercados e realidades totalmente diferentes (interior e capital), os colaboradores da série fazem uma contextualização de suas cidades de origem e região, e voltam o olhar para o mercado de Relações Públicas e de Comunicação.

Agradeço desde já a colaboração destes amigos, e que estão contribuindo para o início de uma análise mais aprofundada sobre este mercado que, creio eu, está em expansão e com ótimas oportunidades (talvez ainda escondidas) para os futuros profissionais de comunicação.

Iniciamos hoje com a contextualização de Lidirce Teixeira, sobre a região do Vale do Paraíba.

Vale do Paraíba

Região que liga São Paulo e Rio de Janeiro, situada às margens da Rodovia Presidente Dutra. Abrange a Serra do Mar (litoral norte) e a Serra da Mantiqueira (região de Campos do Jordão).

É uma região rica em indústrias, comércio e empresas em geral. Abriga grandes empresas nacionais, como a Ford, LG, Volkswagen, Embraer, Petrobrás, Johnsons, Vale, o CTA – Centro Técnico Aeroespacial, o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o ITA – Instituto Tecnológico Aeroespacial e diversas outras.

“Em toda a região, estão cadastrados no Ministério da Educação 99 cursos universitários, com a oferta anual de 36 mil vagas. São 41 instituições de ensino superior, entre elas 32 faculdades particulares e 9 públicas.”Em relação aos cursos de comunicação, são oferecidas vagas para Jornalismo; Publicidade e Propaganda; Publicidade e Marketing; Radialismo; Radio e TV, e Relações Públicas, todas em Instituições de Ensino Superior pagas -  apenas uma instituição oferece o curso de RP.

Na região existem cerca de 60 agências de comunicação, espalhadas por diversas cidades.

O Vale do Paraíba faz parte da futura megalópole São Paulo – Rio de Janeiro, ainda em processo de formação. Sua proximidade com duas importantes capitais e também com o litoral, o torna um local propício para instalação de diversas empresas e indústrias, locais onde a atuação de um profissional de comunicação, como todos sabemos, é imprescindível.

A região tem grande potencial para os futuros profissionais de comunicação, em vista do seu avançado desenvolvimento e dos grandes eventos que estão para acontecer no país nos próximos anos (Copa do Mundo e Olimpíadas). A região é um local indicado para estadia dos turistas que visitarão o Brasil, pela infra-estrutura que apresenta e também pela proximidade com São Paulo e Rio de Janeiro.

Quem optar por morar no Vale do Paraíba, terá grande oferta de empregos para profissionais especializados e preparados para lidar tanto com o turismo quanto com a comunicação empresarial.

Clique aqui para ver o mapa da comunicação no Vale do Paraíba.

No próximo post: Perspectivas de comunicação e Relações Públicas nas cidades de Jaú e Birigui.

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Relações Públicas e o caso UNIBAN – Reflexão necessária

Vimos massivamente na mídia durante a última semana o caso da estudante Geyse Arruda, que foi hostilizada em sua universidade no dia 22 de Outubro por mais de 700 alunos que estavam presentes no local.

Como resultado de toda a polêmica, das aparições da jovem em programas de TV, rádio, internet e pela má administração do caso por parte da universidade, a mesma divulgou uma nota à imprensa anunciando a expulsão de Geyse da instituição de ensino.

Pois bem, você acha essa atitude correta? Antes de tomarmos nossas conlusões, gostaria de levantar alguns pontos importantes, e creio eu, simples, que deveriam ser levados em consideração antes desta medida tomada pela UNIBAN.

Na última semana, em discussão no grupo de estudos que participo na UNESP, entramos sem querer no assunto do caso UNIBAN e ouvi algo muito interessante e que vem de encontro com o que a comunicação, a sociologia e estudiosos estão publicando ultimamente – a questão da influência do virtual na vida real, e suas consequências.

Jornais, revistas, livros, tweets e programas de TV sempre discutem a respeito das consequências da tal geração Y. Eu acho que o fato ocorrido na UNIBAN é sim um exemplo desses debates e das mazelas que a mesma pode acarretar. No mundo virtual existe uma “falsa”liberdade de se fazer o que o indivíduo bem entender, estão revestidos de uma “capa” que se fantasia de “liberdade” , ou “personalidade” que ao encontrar a realidade faz com que ocorram casos como este da jovem universitária.

O que leva uma pessoa a hostilizar uma colega de sala, pelo simples fato de a roupa da mesma não se encaixar em seus padrões de respeito, bom senso e educação ? Este é o problema, os jovens (me coloco nesta faixa social), estamos preparados para julgar e colocar em debate a educação, o respeito e o bom senso que julgamos ter? Temos isso em nós? Ou estamos revestidos de um sentimento que nos faz crer que temos domínio sobre os mesmos e utilizamos/julgamo-os na esfera virtual ?

Por outro lado, analisando a posição da UNIBAN diante do fato – como podemos crer em uma educação justa, democrática e voltada para os problemas atuais com atitudes como esta da universidade? Como serão os profissionais formados pela mesma? E os seus professores, e sua administração? – Sim, devemos colocar em risco e em análise todas essas questões que formam o corpo da universidade. Hoje em dia, um dos temas mais atuais que estão em pesquisas não só de comunicação mas também de psicologia, sociologia e educação é a questão do assédio moral nas organizações, e em lugares onde exista o convívio em grupo.

Temos inclusive aqui na UNESP, um trabalho de conclusão de curso de uma estudante de Relações Públicas que trata da questão do assédio moral nas organizações – este é um tema muito importante para profissionais de comunicação, porque também permeia o âmbito de convívio e de gestão de pessoas nas instituições.

E a imagem da UNIBAN? Outro tópico a ser discutido…Como fica a “marca” da instituição no mercado? E nos diplomas dos que já se formaram na mesma? E para estudantes que vão prestar vestibular para estudar na universidade?

Acho que é um caso que tem muita relação com nossa profissão (no meu caso, futura profissão) e que deve ser analisado e tomado como exemplo(no sentido de “case”) para verificarmos até que ponto uma empresa, organização, instituição podem tomar atitudes “infundadas”ou por pressão pública para resolver uma crise.

Me policiei aqui para não tomar nenhum partido a respeito da atitude da estudante, pós acontecido. Creio que ela se aproveitou sim do momento, ganhou seu dinheiro com aparições em programas (sensacionalistas, inclusive) e teve seu nome estampado no New Yoyk Times.

Gostaria de abrir um espaço para o debate tanto da atitude dos alunos, do posicionamento da instituição e da repercussão do caso na mídia, assim como do olhar da comunicação e das relações públicas no caso. Vamos para os comentários?

Abraços

Brasil é exemplo de comunicação em Portugal

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Hoje vou postar um texto da aluna de Relações Públicas aqui da UNESP Valéria Dumangin Santiago, que atualmente está em um programa de  intercâmbio em Porugal estudando comunicação. Desde já agradeço à Valéria por contribuir com o blog, e os que tiverem alguma dúvida sobre o intercâmbio ou mesmo alguma curiosidade sobre como tem sido a experiência para ela, deixe nos comentários!

Pois, pois…

Nestes quase dois meses que estou em Portugal, pude perceber que ser erasmus (estudante de intercâmbio) na Europa é uma experiência engrandecedora. Entretanto, ser erasmus de ciências da comunicação é muito mais interessante.

Grande parte das pessoas que eu conheço têm uma imagem de que fora do Brasil, nos países de primeiro mundo, tudo é melhor, tudo foi mais estudado, tudo temos que aprender com eles, seja em como se deve aplicar as leis, formas de educar e valorizar as expressões. Sim, é impressionante chegar em um país e não ter que olhar para os lados ao atravessar a avenida se você está na faixa de pedestres e os serviços públicos desvalorizados, alguns dos fatos negativos com que convivia.

Mas então, você vai para sua aula na universidade, e ninguém te prepara para ouvir o nome de seu país entrar como exemplo de comunicação evoluída em todos as áreas comunicacionais. A influência que o Brasil tem nessa âmbito em Portugal é muito forte.

Este processo inverso que aconteceu com os portugueses, isso é, uma ex-colônia ensinar sua metrópole, explica-se muito pela influência americana no Brasil nos anos 60, quando as mídias do país, principalmente a Globo, aprenderam como a comunicação é um meio lucrativo, que necessita de investimentos constantes para continuar atualizada. Aprendeu tão bem, que passou a ser referência, pois soube traduzir à sua maneira tudo que absorveu, tendo como maior caso de sucesso suas telenovelas, que são grandes guias brasileiros para o mundo. Não há quem não tenha assistido aqui a pelo menos uma, também aqui se ouve frases feitas de personagens populares e o sucesso é e sempre foi tanto que não há a necessidade de se traduzir os diálogos para o português de Portugal – sim, eles passaram a nos entender muito bem.

E através das telenovelas, foi que Portugal foi conhecendo mais sobre o desenvolvimento da comunicação, e passou a buscar acompanhar o processo conosco. Teóricos, engenheiros de mídia, diretores, muitos foram os profissionais importados até que se alcançasse a independência mediática portuguesa.

As telenovelas são o grande fenômeno ao meu ver – tanto que passo a enxergar o conteúdo delas de outra forma, ponderando se seria reinterpretar a realidade brasileira e enganar se seu conteúdo fosse mais pensado como ferramenta de uma boa imagem do país-, mas também se ouve comparações de nossas publicidades – como sinto falta da propaganda brasileira!-, e ainda se lê Mauro Wilton de Souza na aula e utiliza-se do marketing das Havaianas para exemplificar um caso de sucesso.

Infelizmente, não vi muito reconhecimento da profissão de relações públicas nessas terras, mas por outro lado, quando nossa profissão se firmar, já há uma grande área para se trabalhar, pois sinto que eles ainda não transformaram completamente o olhar administrativo a fim de valorizar a relação com seus clientes. Um processo que faz parte da profissão de relações públicas: Mostrar que há sempre espaço para ele atuar no mercado de trabalho. Nosso primeiro emprego já começa nessa ação, pois, pois!

Valéria Dumangin Santiago, 21 anos,  estudante do 3° ano de Relações Públicas na UNESP-Bauru, atualmente em intercâmbio.

A arte de contar histórias nas organizações

Quero que este post seja mais um estímulo à discussão e construção coletiva nos comentários, e não um mero texto expondo determinado assunto – mesmo porque vou falar da arte de se contar histórias e a importância disso no contexto das organizações e como ferramenta de trabalho do comunicador.

Entendo que o storytelling é a arte de dar significados para algo poder ser significado. Parece meio complicado não é? Pois bem, tomando como base um artigo apresentado no XXXI Encontro da ANPAD, de autoria de Cintia Rodrigues de Oliveira Medeiros, podemos notar um pouco a importância de se contar e externar as “histórias organizacionais”.

No artigo que tem como estudo de caso a VALE, Cíntia Rodrigues mostra a importância de se estudar o contexto da empresa através de uma análise de sua cultura organizacional, passando depois para os conceitos específicos do storytelling.

“A idéia de que as organizações são construídas e reconstruídas discursivamente, visto que são faladas, escritas, personificadas, codificadas e registradas (KORNBERGER; CLEGG; CARTER, 2006), leva ao conceito de polifonia organizacional (HAZEN, 1993), compreendido como sistemas verbais socialmente construídos, ou a variedade de diferentes discursos que constituem a realidade organizacional.”

Acho muito importante que o profissional de comunicação esteja atento a essas histórias que são contadas diariamente na organização, nos seus mais diferentes setores e em nas diversas maneiras que essa mesma história possa ser contada – essa é a realidade organizacional, e este é o modelo que acredito que possa ser de construção mútua e pode servir de espelho (o mais digno) da organização – sabe quando dizemos que nossa meta/função é fazer com que a empresa “fale a mesma língua”?

Cíntia ainda diz no texto que as empresas estão cada dia mais se utilizando do storytelling (mesmo sem saber), para criar uma realidade comum entre os seus membros internos e externos – criar significados para que continuem na organização, para que os clientes comprem seus produtos,entre outros.

Acredito no storytelling como uma ferramenta de tornar a organização um significado para seus clientes, seus colaboradores e ajudar no processo de construção de imagem e reputação da mesma. É um tema ainda pouco discutido no âmbito da comunicação, mas bem importante e significado de diferencial para os que souberem se utilizar do mesmo.

Utilizar-se do storytelling é unir a multiplicidade das histórias para criar uma realidade – a realidade organizacional (BOJE, 1995; MILLS, BOYLSTEIN, LOREAN, 2001).

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As Relações Públicas e o Mercado de Luxo no Brasil

Podemos dizer que o Brasil hoje está na “moda”. Nunca se falou tanto de seu posicionamento mundial e das expectativas de crescimento (econômico, social e estrutural) de nosso país para os próximos anos. A realização da Copa do Mundo de 2014, assim como os Jogos Olímpicos de 2016 também ajudaram a dar destaque à nação tupiniquim.

Mas o que quero dar destaque neste texto é para um mercado, ainda novo, e que com todas essas fichas apostadas no Brasil, terá uma grande importância para profissionais de comunicação, design e até mesmo de administração. É o Mercado de Luxo. Não vamos pensar no significado óbvio que o nome possa nos trazer, mas tirar da idéia o significado que a palavra luxo possa ter de fútil – e passar a ver como um novo mercado estratégico e de atuação comunicacional.

Segundo a consultoria Escopo Geomarketing, vivem na cidade mais rica do Brasil, São Paulo, 24.700 milionários. Atendê-los movimenta a economia e as características sóciogeográficas da cidade. Levantamentos mostram que no Brasil existem cerca de 130 mil milionários, o 14º maior número no mundo (BURLE, Silvio. Milionários do Brasil. JC Online, 15/07/2007.)

Quem se preocupa com a comunicação para este público? Quais os profissionais que estão preenchendo as lacunas deste nicho exigente e ascendente no Brasil? Vamos lá RPs?

O grande diferencial em se trabalhar com o mercado de luxo é fazer com que cada produto seja visto como sinônimo de elegância, sofisticação e singularidade para o consumidor. As ações de RP são importantes neste mercado pelo fato de conduzir a imagem do produto em questão, fazendo com que sua divulgação – seja boca-a-boca, por ações promocionais em eventos focados no público consumidor e por patrocínios, seja bem feita e atraia uma boa mídia especializada.

O poder aquisitivo e conseqüentemente o poder de consumo do brasileiro, tem aumentado com o passar dos anos – o que levamos a deduzir que cada dia mais o público alvo deste Mercado de Luxo tende a aumentar. Outro fator a ser levado em consideração é o aumento da participação da mulher na economia, e a maior preocupação do homem com seus objetos de consumo, com a sua vaidade. O tempo destinado ao lazer, assim como a qualidade do mesmo também é um dado importante ao se levar em consideração que este também é um item deste novo mercado – sempre destacando também, o turismo promissor no país.

Enfim, creio que o estudo sobre este “público de luxo” ainda é muito novo no Brasil e que ainda não existe uma preocupação com o mesmo, quando o atual enfoque é sobre os meios de comunicação de massa, a influência da internet e nos meios de propagação de informação. Este público está bem distante de ser tratado como massa, e os profissionais de RP que estiverem bem preparados para saber conduzi-los, farão uma ótima escolha.

Já existem cursos de pós graduação no Brasil com a temática do Mercado de Luxo, a capital São Paulo contempla o maior número de cursos voltados à área.

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