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Posts Etiquetados ‘Lidirce Teixeira’

ESPECIAL: Comunicação no interior do estado de São Paulo

Hoje começo aqui no blog uma série de matérias, onde conto com a contribuição de amigos que também fazem Relações Públicas na UNESP/Bauru e que aceitaram prontamente ao meu convite de participar desta série de matérias que tem o intuito de descobrir o que acontece com o mercado de comunicação no interior de São Paulo.

Partindo do pressuposto de que são mercados e realidades totalmente diferentes (interior e capital), os colaboradores da série fazem uma contextualização de suas cidades de origem e região, e voltam o olhar para o mercado de Relações Públicas e de Comunicação.

Agradeço desde já a colaboração destes amigos, e que estão contribuindo para o início de uma análise mais aprofundada sobre este mercado que, creio eu, está em expansão e com ótimas oportunidades (talvez ainda escondidas) para os futuros profissionais de comunicação.

Iniciamos hoje com a contextualização de Lidirce Teixeira, sobre a região do Vale do Paraíba.

Vale do Paraíba

Região que liga São Paulo e Rio de Janeiro, situada às margens da Rodovia Presidente Dutra. Abrange a Serra do Mar (litoral norte) e a Serra da Mantiqueira (região de Campos do Jordão).

É uma região rica em indústrias, comércio e empresas em geral. Abriga grandes empresas nacionais, como a Ford, LG, Volkswagen, Embraer, Petrobrás, Johnsons, Vale, o CTA – Centro Técnico Aeroespacial, o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o ITA – Instituto Tecnológico Aeroespacial e diversas outras.

“Em toda a região, estão cadastrados no Ministério da Educação 99 cursos universitários, com a oferta anual de 36 mil vagas. São 41 instituições de ensino superior, entre elas 32 faculdades particulares e 9 públicas.”Em relação aos cursos de comunicação, são oferecidas vagas para Jornalismo; Publicidade e Propaganda; Publicidade e Marketing; Radialismo; Radio e TV, e Relações Públicas, todas em Instituições de Ensino Superior pagas -  apenas uma instituição oferece o curso de RP.

Na região existem cerca de 60 agências de comunicação, espalhadas por diversas cidades.

O Vale do Paraíba faz parte da futura megalópole São Paulo – Rio de Janeiro, ainda em processo de formação. Sua proximidade com duas importantes capitais e também com o litoral, o torna um local propício para instalação de diversas empresas e indústrias, locais onde a atuação de um profissional de comunicação, como todos sabemos, é imprescindível.

A região tem grande potencial para os futuros profissionais de comunicação, em vista do seu avançado desenvolvimento e dos grandes eventos que estão para acontecer no país nos próximos anos (Copa do Mundo e Olimpíadas). A região é um local indicado para estadia dos turistas que visitarão o Brasil, pela infra-estrutura que apresenta e também pela proximidade com São Paulo e Rio de Janeiro.

Quem optar por morar no Vale do Paraíba, terá grande oferta de empregos para profissionais especializados e preparados para lidar tanto com o turismo quanto com a comunicação empresarial.

Clique aqui para ver o mapa da comunicação no Vale do Paraíba.

No próximo post: Perspectivas de comunicação e Relações Públicas nas cidades de Jaú e Birigui.

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Como transformar momentos de crise em trampolim ?

Essa semana vou postar um texto escrito por uma amiga muito querida, Lidirce Teixeira – também estudante de Relações Públicas aqui na UNESP/Bauru. Agradeço por ter aceito o desafio de poder contribuir não só para o blog, mas para você mesmo!

O pensamento complexo de Edgar Morin aplicado à comunicação

O pensamento complexo desenvolvido por Edgar Morin se utiliza do dialogismo para “explicar” o mundo. Trata-se da oposição de idéias, por exemplo, como sabemos que alcançamos a felicidade? Ou como sabemos que estamos tristes? Felicidade e tristeza são dois termos dialógicos, que necessitam um do outro para terem sentido em nossas mentes. Atualmente temos o hábito de separar uma organização em diversos “pedaços” para estudá-la, o setor de comunicação fica separado do setor financeiro, porém, é necessário compreender a complexidade; as contradições das organizações; as inter-relações entre os sistemas que a compõem, para realmente estudá-las.

Morin nos mostra como os termos paradoxos estão inter-relacionados. Indivíduo-sociedade, ordem-desordem. Um momento de prosperidade está aliado ao momento de crise. De que forma nós, comunicadores, devemos lidar com as crises que são, em alguns casos, inevitáveis? O principal ponto é ter consciência de que a crise deve funcionar como um trampolim, é a partir dela que a empresa será capaz de seguir adiante. A crise é um momento de instabilidade, e devemos aprender com ela para estarmos preparados para as próximas. É também um momento de mudança, muitas vezes de cultura e de postura. A mudança, quando é para melhor, é sempre bem-vinda, correto? Como profissionais de comunicação cabe a nós decidir se o momento da crise será superado de forma positiva – encarando a crise como um momento de mudança – ou de forma negativa.

Não estou dizendo que a crise não deva ser evitada, ao contrário, como profissionais estratégicos das organizações, devemos usar todo nosso conhecimento para evitá-la, mas devemos estar preparados para os imprevistos, e principalmente conscientes de que os problemas estão sempre acompanhados de soluções.

Kunsch, em seu artigo de 2006 entitulado “Planejamento e gestão estratégica de relações públicas nas organizações contemporâneas” cita os estudos dos Grunig sobre a “comunicação excelente”, afirmando que esta comunicação impacta nos processos estratégicos das organizações. Concordo plenamente com eles, porém, é preciso ter cuidado com o que esta comunicação “excelente” significa. A meu ver, a comunicação será excelente quando cumprir seus objetivos, que não devem ser “harmonizar” as relações, ou maquiar os reais problemas pelos quais a organização está passando. Uma comunicação excelente deve ser pautada na ética, e deve ser capaz de lidar com as adversidades, tratando-as como degraus de uma escada: a cada degrau ultrapassado, mais perto do topo se chega. Os problemas são as molas que impulsionam a empresa ou a própria comunicação a seguir adiante, as atitudes tomadas para solucionar os problemas constituem importantes lições apreendidas.

Mas como transformar problemas em aprendizado? O primeiro passo é estar ciente de que o esforço terá resultados positivos em relação ao que se ganha com a crise. O segundo é querer aprender com ela, utilizar a experiência a favor da organização, fazer com que, no momento da “volta por cima”, ela esteja em um nível acima do que estava antes da crise.

Somos profissionais capazes, somos versáteis, temos habilidade para fazer o que for necessário – sem esquecer da ética – para a organização voltar a ficar bem, o ponto crucial é fazê-la voltar ainda melhor. Tendo a consciência do dialogismo; de que tudo o que fazemos hoje terá um impacto no futuro e de que tudo está inter-relacionado, seremos capazes de transformar crises em trampolins para a prosperidade.

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