Construções da arquitetura física nos proporcionam mais do que abrigo: refletem a nossa cultura, em imagens de beleza e de funções. Mas quando se percebe como são mal-construídos os nossos espaços informacionais, conclui-se que a Arquitetura da Informação é hoje um problema concreto.
O “arquiteto de informação” seria um novo profissional, a substituir o “webmaster”. Teria conhecimentos e experiência para desenvolver estruturas de informação, com níveis múltiplos de interação entre homens, máquinas e o meio ambiente.
Mas qual é este profissional, o que ele tem a ver com a comunicação?
Hoje trago aqui uma breve entrevista gentilmente concedida pela Arquiteta da Informação Glauciana Nunes, que também é formada em Relações Públicas e em Jornalismo.
Glauciana, o que você entende como Arquitetura da Informação?
Arquitetura de Informação é forma de organizar, catalogar e orientar um site. Na verdade, não só um site, mas qualquer sistema, interface, desktop ou mobile, no intuito de facilitar o trânsito do usuário. Imagine um amontoado de informações? Quem conseguiria se encontrar, sobretudo nos maiores, com mais páginas. Arquitetura de Informação coloca cada informação em seu lugar, respeitando alguns padrões de usuário e, claro, sendo orientado por eles, já que engloba mais duas áreas, que é Design centrado no usuário e user experience (a experiência do usuário).
Como você vê o mercado, tanto do profissional, como da demanda por estes no Brasil?
O mercado está aquecidíssimo. A real é que há alguns anos já se faz Arquitetura de Informação no mundo e também no Brasil. Entretanto, essa nomenclatura é relativamente nova. De uns 5 anos para cá é que os profissionais foram ganhando o título e realmente começaram a estudar com mais foco. Por ser tão nova, essa área carece de profissionais. Justamente por isso, os salários são bons e há muitas vagas.
Ter um olhar estratégico, do todo e levando em consideração as partes; é um diferencial para o profissional de AI?
Sim, certamente. É necessário aproximar e afastar a visão para se fazer uma boa AI. Afastar para conseguir enxergar as informações no amontoado de dados, que é o início do desenvolvimento de uma interface. Depois, aproximar para ir colocando tudo no seu devido lugar. Além disso, parte fundamental do processo de AI é a pesquisa com o usuário, afinal, se uma interface é feita para determinado público, nada mais óbvio que fazer contemplando as suas necessidades, não é mesmo?
A sua formação em Relações Públicas e Jornalismo, te ajudam nas práticas de seus projetos, e na compreensão de públicos estratégicos em suas ações?
Muitos profissionais de AI migram do design, mas aí trabalham mais especificamente com Design centrado no usuário. Para fazer levantamento de requisitos, mapeamento de processos, pesquisas com usuários, organização de informação, wireframes e validações tenho visto muitos profissionais de Jornalismo. RPs nunca vi, mas acho que a formação é totalmente favorável, isso porque nos faz enxergar de perto o público. E se Arquitetura de Informação visa o usuário, que bom conhecer de perto o nosso público, sim?!?
Qual dica você daria para os curiosos dessa área, e para quem quer começar a trabalhar com AI?
Há alguns cursos bem legais no mercado, como os da Jump Education, e também o EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação, que esse ano estará na quinta edição e sempre ocorre em São Paulo. Mas, há muito conteúdo na Internet e alguns blogs confiáveis e bem atualizados, como:
* Arquitetura de Informação – http://www.arquiteturadeinformacao.com/
* Guilhermo Reis – http://www.guilhermo.com/
* Luiz Agner – http://www.agner.com.br/
* naHipermidia – http://www.nahipermidia.com/blog/
* Planta Baixa – http://plantabaixa.wordpress.com/
* Usabilidoido – http://www.usabilidoido.com.br/
* Wireframes Magazine – http://wireframes.linowski.ca/
Formada em Relações Públicas, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, e em Jornalismo, pelo Centro Universitário Sant’Anna (Uni Sant’Anna), campus de São Paulo. Foi aluna especial da disciplina “Discurso Jornalístico e Literário: Conexões“, do mestrado em Comunicação Midiática da Unesp – Bauru, e publicou o livro “Filhos do Coração – Histórias Extraordinárias de Adoção”.
Toda sua carreira em comunicação está voltada para à Internet. Comunicação digital, jornalismo online, webmarketing, arquitetura de informação e mídias sociais.
Desde 2001, já atendeu clientes, como Unimed Paulistana, Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio), Estadão, Trio Alimentos, Caixa Consórcios, Editora Alto Astral (Revista Todateen e Revista Shape), Unimed Bauru, Mais Estudo, Arita Treinamentos, betboo.com e Baurublog.
Atualmente, escreve para um site internacional de jogos, betboo (www.betboo.com), edita o Blog Coisa de Mãe (www.coisademae.com) e escreve em seu Blog pessoal (www.glauciananunes.com).