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Posts Etiquetados ‘Relações Públicas’

Entenda RP – Projeto retoma campanha da ABRP de 1982

Hoje apresento aqui no blog, um projeto que está nascendo, porém com muito planejamento e foco e faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma amiga da minha sala – Rebecca Meimaridis.

Antes de falar do projeto em si, é impossível não citar a garra e a força de vontade dessa garota, que nos seus 20 e poucos anos de idade é exemplo de perseverança, atitude e muito trabalho para poder conseguir seus objetivos. Rebecca vende trufas, cozinha, dá aulas particulares de inglês, é noiva (vai se casar no próximo ano) e ainda freqüenta 2 festas por ano na faculdade..rsrs

O projeto idealizado por Rebecca chama-se “Entenda RP” e é a retomada de uma campanha organizada pela ABRP no ano de 1982 que desejava valorizar e propagar a profissão, conceitos e funções do RP.  Eu particularmente achei o projeto interessante, justamente por este fato da “retomada” de uma campanha que já foi feita, há quase duas décadas atrás e por uma associação da profissão, a ABRP.

O projeto conta com perfis nas plataformas online como o twitter  e facebook – além do blog que concentrará os textos, pesquisas e divulgações principais do projeto.

Conheça agora mesmo. Entenda RP!

Blog: www.entendarp.wordpress.com

Twitter: www.twitter.com/entendarp

Facebookhttp://www.facebook.com/pages/Entenda-RP/168146729881519

 

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Marca, divulgação, propagação, estratégias. Tempo!

Muito se discute a respeito de estratégias de comunicação, planos de marketing, pontos de venda, diversas mídias e participação e construção do público na construção de um novo conceito de comunicação participativa.

Se de um lado existe um alto crescimento de participação do público em mídias sociais, em redes sociais e na produção de conteúdo, por outro lado cada dia mais aumenta o número de empresas e marcas que aderem a este novo contexto para levar informação, promoções, e também conteúdo para seus clientes e potenciais.

O que venho refletir um pouco é a questão do tempo. Por mais que dizem por aí que são 8 horas para trabalho, 8 horas para o descanso e 8 horas para entretenimento e investimento pessoal – será que as marcas estão pensando no consumidor como um ser humano que recebe “bombardeio” de informações a cada segundo? Será que as organizações já pensaram em uma maneira diferente de atingir e conquistar sem incomodar?

O internauta é 24/7 consumidor? O fato de ele estar presente em uma plataforma online, responde o fato da necessidade dele consumir? Em que publico pensamos quando traçamos estratégias de comunicação e divulgação das marcas e produtos?

O que mais tenho visto são pessoas cansadas. Cansadas do excesso de informações, cansadas de se sentirem “perseguidas” pelas marcas através de e-mail, telefone, cartas, Orkut, twitter, facebook, formspring, entre outros.

Não podemos fugir e esquecer da idéia de que é quase impossível fugir dessa presença das marcas nas mídias sociais, eu inclusive defendo essa participação de perto com o consumidor. Porém, acho que essa é a grande “sacada” do marketing em tempos de velocidade de propagação de informação – entender o tempo do cliente, o tempo necessário para assimilar uma informação, e o tempo para que ele veja com outros olhos seus produtos e serviços.

Sobre twitter, comunicação e Relações Públicas

Há alguns dias tenho ficado incomodado com a velocidade e o rumo com que vários assuntos têm tomado nas redes sociais. Vou falar especificamente do twitter, plataforma cuja qual dedico maior tempo do meu dia, principalmente por ser uma de minhas ferramentas de trabalho.

O fenômeno das últimas semanas tem sido os vlogs – uma junção de vídeo e blog que faz com que qualquer pessoa e sua web cam “transformem” o cotidiano e o foco de qualquer discussão que possa estar acontecendo no twitter.

Em meio a vários acontecimentos do caso Bruno, o início das campanhas e sabatinas das eleições 2010, às férias escolares e à morte de um filho de uma famosa atriz – um jovem chamado Felipe Neto(@felipeneto) tem causado a ira de vários adolescentes que não concordam com a maneira de pensar (ou talvez seja um parecer pensar) do vloger.

Muitas pessoas discutem a questão da inclusão digital, nas universidades este é um assunto muito falado em sala de aula, em trabalhos e em conversas informais entre os estudantes; mas acredito que estes avanços nos estudos não acompanham a velocidade dos acontecimentos e as conseqüências que estes possam ter para o meio comunicacional, e por que não à esfera offline que também recebe essas notícias.

Em um período de um dia milhares de vídeos-respostas a este Felipe Neto aparecem através de seus protagonistas, para que reine a sensação de que serão ouvidos, justos e leais a seus ideais, fontes inspiradoras e “exemplos” de estilos de vida.

Acho que o mais preocupante é que talvez este espaço que esteja sendo muito utilizado para defender um ou outro artista, esta ou aquela banda, este ou aquele filme – poderia ser utilizado para outros fins e causas. Sei que a era do conteúdo que vivemos atualmente, talvez seja o “start” para uma conscientização futura destes jovens da melhor utilização destes meios de comunicação e disseminação de idéias.

Prefiro acreditar nisso, a ter que pensar que estes jovens realmente buscam nessas causas a “tampa para a sua panela” que nunca encontrou dentro de casa, em leitura de clássicos ou em experiências trocadas com avós, amigos, vizinhos, professores e colegas de vida.

É triste ver o rumo que essa falsa “democracia online” vem tomando. É preocupante para nós, estudantes e profissionais de comunicação, imaginar que nosso público alvo pode ser tão engajado e influente – mas ao mesmo tempo, carentes de uma causa maior, ou de um espírito de coletividade que os una para um bem em comum.

Sempre acreditei que a chamada “massa” era repleta de individualidades, e acho que a comunicação e estratégias de Relações Públicas, entenderam que o foco e a personalização de projetos e produtos fosse o caminho certo para uma comunicação mais eficiente e com mais resultados. O que estamos vendo, é que dentro dessas individualidades, temos um ponto cego pronto para emergir – e não sabemos como agir pelo fato de nunca termos passado por experiências semelhantes antes.

Eis o desafio: como agir com um futuro que emerge diante de nossos olhos, sem fazer o “download” de outras experiências e ocasiões? Como lidar com estes fenômenos comunicacionais e pessoas que “recheiam” nossas telas diariamente e criar soluções inteligentes para que as organizações e seus produtos estejam inseridos neste contexto também?

É hora de pensar, hora de produzir, hora de disseminar, hora de colocar em prática novamente as Relações Públicas – as verdadeiras – e não a que imaginamos ser, ou queremos que seja através de personagens fictícios da dramaturgia. Você é RP – quando tomarmos consciência do “eu” que está inserido nesta categoria RP, a coletividade ficará mais saudável e apta a ser uma “unidade com uma vasta diversidade”.

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Projetos de alunos de Relações Públicas movimentam Bauru

Fazendo parte da disciplina Técnicas de Relações Públicas, os alunos do segundo ano do curso de Relações Públicas da UNESP/Bauru movimentam este fim de primeiro semestre na cidade de Bauru e na comunidade acadêmica.

A disciplina tem como objetivo colocar em prática as diferentes vertentes de atuação em eventos que o profissional de Relações Públicas pode atuar – a atividade é proposta no início das aulas e os alunos tem o prazo de 6 meses para planejar, obter patrocínios, divulgarem e colocar o evento em prática. No final, os alunos são avaliados conforme os resultados e todo o processo de planejamento do evento, pela professora da disciplina.

Muitos eventos de sucesso já saíram desta atividade, e outros levaram a experiência de gestão de crises para os organizadores (meu caso). Shows das bandas Teatro Mágico e Mundo Livre S.A já foram organizados pelos alunos em anos passados, e a repercussão na cidade foi além do esperado.

Este ano, pode-se notar um número de grande de eventos com causas sociais que estão sendo colocados em prática. Vou dar alguns exemplos – claro que não conseguirei abarcar todos eles aqui – mas que podem representar muito bem o quanto esta atividade é de suma importância para o aprendizado do aluno e os benefícios à comunidade que estes eventos podem levar.

O grupo M6 Produções, criado por 6 alunas está organizando o projeto Ponto de Partida que além de todas as atividades já colocadas em prática, finalizará o projeto com um grande arraiá solidário em um bairro da cidade. Veja mais informações em (http://www.m6producoes.blogspot.com/).

Com enfoque na desmistificação do tema Produção Cultural, o grupo Comunicultura, levará a produção cultural de alunos da própria universidade para mais perto da comunidade acadêmica através de exposições, música e uma mesa-redonda sobre o tema. Para mais informações clique aqui.

Não menos importante, um dos grupos da sala do segundo ano ficou responsável por organizar a IX Semana de Relações Públicas, que troxe este ano o enfoque no tema da comunicação pública e marketing político – foram 3 dias de evento para que a comunidade acadêmica pudesse absorver conhecimento e aprender um pouco mais com os palestrantes convidados. Veja a cobertura completa da IX Semana de RP no site: http://www.faac.unesp.br

Com o intuito de proporcionar intervenções artísticas nos pontos mais movimentados e inusitados da cidade, um dos grupos organizará o RespirARTE. Música, poesia, teatro, dança e até mágica serão levados para a população com o intuito de surpreendê-las – “A intenção é fazer com q a arte se manifeste como parte do cotidiano das pessoas q estiverem naquele determinado local” diz Matheus, um dos integrantes da organização.

Mini cursos de comunicação também foram proporcionados por um grupo de alunos no último mês. Cultura organizacional, marketing pessoal, expressão corporal, entre outros foram os temas dos mini cursos que obtiveram presença massiva dos alunos de comunicação da UNESP. Com um preço acessível e simbólico, alguns temas que não são abordados em sala de aula puderam ser discutidos nas 5 tardes que o evento aconteceu.

Enfatizo também, que um dos eventos organizados pelos alunos que atualmente estão no terceiro ano do curso, está concorrendo ao INTERCOM nacional. Com um projeto de revitalização de um espaço público em um bairro carente de Bauru, os alunos conseguiram em algumas semanas levar alegria e a esperança de um novo local para a prática do esporte, dança e atividades culturais. Visite o blog do Grupo AGR .

Infelizmente fica impossível colocar todos os eventos do pessoal deste ano (são 50 alunos), mas deixo aqui meus parabéns pela força e pelo entusiasmo em fazer cada um dar certo e principalmente, colocar em prática o EVENTO – que sempre é motivo de tanta discussão no âmbito profissional e acadêmico, mas que poucos conseguem planejá-lo e executá-lo com excelência.

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Relações Públicas: Criadores de uma nova realidade

Penso a comunicação em si como algo transformador. Uma atividade que realmente possa mudar a vida das pessoas, das instituições e de cenários que possam ser considerados perdidos. E os comunicadores? Transformam sua realidade? Fazem com que novos paradigmas sejam debatidos e criam novas oportunidades de ação e de experiências?

Muito me chama a atenção a similaridade de “cases”que venho vendo ultimamente. As ações cada dia mais vem se aproximando de um padrão, com as mesmas plataformas oferecidas, com os mesmos pacotes de solução e consequentemente com o mesmo “buzz”gerado.

Será que não estamos olhando muito para experiências passadas, espelhando-nos em biografias de sucesso de alguns líderes e “cases” exemplares de outras organizações? Porque não criamos novos conceitos? Novas realidades? Novos caminhos?

Para quem está antenado na Teoria do U, de Otto Scharmer (que aliás, tem muito a ver com a Teoria do Caos, e com a fenomenologia), o estado de percepção e a atenção dada a determinado assunto é essencial para se medir o futuro desta decisão. É preciso pararmos de fazer o “download”de experiências que já aconteceram, e chegar a um “ponto cego”onde possamos criar novas possibilidades de ação em um momento de reflexão e de profunda criatividade.

Ser líder, mediar projetos e trabalhar com comunicação é estar aberto a novos caminhos, a novos sentimentos e a novas realidades. Não estou defendendo a idéia de não se levar em consideração as experiências já obtidas e com sucesso… Mas enquanto nos enquadrarmos nelas, e em métodos de trabalho já muito trabalhados, a comunicação ficará estagnada ao ponto onde ela está.

As novas mídias e mídias alternativas trouxeram um fôlego a mais para as novas formas de divulgação e ação, porém já estamos em um patamar onde a equidade de campanhas está explícita até ao olhar dos leigos.

É hora de criar novos cenários, estudar novos caminhos e alimentarmo-nos de um repertório diferencial que nos dará apoio para novas criações e experiências. Pensar no U (com mente aberta, coração aberto e vontade aberta a novas oportunidades), fazendo desse método, um exercício diário para que ele se torne cada dia mais imperceptível no dia-a-dia, mas que nos ensine a buscar nosso caminho – novo, exemplar e de muita criatividade.

Vamos ser profissionais do futuro – os criadores de uma nova realidade!

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Arquitetura da Informação: Estratégia, comunicação e organização

Construções da arquitetura física nos proporcionam mais do que abrigo: refletem a nossa cultura, em imagens de beleza e de funções. Mas quando se percebe como são mal-construídos os nossos espaços informacionais, conclui-se que a Arquitetura da Informação é hoje um problema concreto.

O “arquiteto de informação” seria um novo profissional, a substituir o “webmaster”. Teria conhecimentos e experiência para desenvolver estruturas de informação, com níveis múltiplos de interação entre homens, máquinas e o meio ambiente.

Mas qual é este profissional, o que ele tem a ver com a comunicação?

Hoje trago aqui uma breve entrevista gentilmente concedida pela Arquiteta da Informação Glauciana Nunes, que também é formada em Relações Públicas e em Jornalismo.

Glauciana, o que você entende como Arquitetura da Informação?
Arquitetura de Informação é forma de organizar, catalogar e orientar um site. Na verdade, não só um site, mas qualquer sistema, interface, desktop ou mobile, no intuito de facilitar o trânsito do usuário. Imagine um amontoado de informações? Quem conseguiria se encontrar, sobretudo nos maiores, com mais páginas. Arquitetura de Informação coloca cada informação em seu lugar, respeitando alguns padrões de usuário e, claro, sendo orientado por eles, já que engloba mais duas áreas, que é Design centrado no usuário e user experience (a experiência do usuário).

Como você vê o mercado, tanto do profissional, como da demanda por estes no Brasil?

O mercado está aquecidíssimo. A real é que há alguns anos já se faz Arquitetura de Informação no mundo e também no Brasil. Entretanto, essa nomenclatura é relativamente nova. De uns 5 anos para cá é que os profissionais foram ganhando o título e realmente começaram a estudar com mais foco. Por ser tão nova, essa área carece de profissionais. Justamente por isso, os salários são bons e há muitas vagas.

Ter um olhar estratégico, do todo e levando em consideração as partes; é um diferencial para o profissional de AI?
Sim, certamente. É necessário aproximar e afastar a visão para se fazer uma boa AI. Afastar para conseguir enxergar as informações no amontoado de dados, que é o início do desenvolvimento de uma interface. Depois, aproximar para ir colocando tudo no seu devido lugar. Além disso, parte fundamental do processo de AI é a pesquisa com o usuário, afinal, se uma interface é feita para determinado público, nada mais óbvio que fazer contemplando as suas necessidades, não é mesmo?

A sua formação em Relações Públicas e Jornalismo, te ajudam nas práticas de seus projetos, e na compreensão de públicos estratégicos em suas ações?
Muitos profissionais de AI migram do design, mas aí trabalham mais especificamente com Design centrado no usuário. Para fazer levantamento de requisitos, mapeamento de processos, pesquisas com usuários, organização de informação, wireframes e validações tenho visto muitos profissionais de Jornalismo. RPs nunca vi, mas acho que a formação é totalmente favorável, isso porque nos faz enxergar de perto o público. E se Arquitetura de Informação visa o usuário, que bom conhecer de perto o nosso público, sim?!?

Qual dica você daria para os curiosos dessa área, e para quem quer começar a trabalhar com AI?
Há alguns cursos bem legais no mercado, como os da Jump Education, e também o EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação, que esse ano estará na quinta edição e sempre ocorre em São Paulo. Mas, há muito conteúdo na Internet e alguns blogs confiáveis e bem atualizados, como:

* Arquitetura de Informação – http://www.arquiteturadeinformacao.com/
* Guilhermo Reis – http://www.guilhermo.com/
* Luiz Agner – http://www.agner.com.br/
* naHipermidia – http://www.nahipermidia.com/blog/
* Planta Baixa – http://plantabaixa.wordpress.com/
* Usabilidoido – http://www.usabilidoido.com.br/
* Wireframes Magazine – http://wireframes.linowski.ca/

Formada em Relações Públicas, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, e em Jornalismo, pelo Centro Universitário Sant’Anna (Uni Sant’Anna), campus de São Paulo. Foi aluna especial da disciplina “Discurso Jornalístico e Literário: Conexões“, do mestrado em Comunicação Midiática da Unesp – Bauru, e publicou o livro “Filhos do Coração – Histórias Extraordinárias de Adoção”.

Toda sua carreira em comunicação está voltada para à Internet. Comunicação digital, jornalismo online, webmarketing, arquitetura de informação e mídias sociais.

Desde 2001, já atendeu clientes, como Unimed Paulistana, Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio), Estadão, Trio Alimentos, Caixa Consórcios, Editora Alto Astral (Revista Todateen e Revista Shape), Unimed Bauru, Mais Estudo, Arita Treinamentos, betboo.com e Baurublog.

Atualmente, escreve para um site internacional de jogos, betboo (www.betboo.com), edita o Blog Coisa de Mãe (www.coisademae.com) e escreve em seu Blog pessoal (www.glauciananunes.com).

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Projeto Labsol: sustentabilidade, comunicação e extensão

Este post faz parte de uma iniciativa dos portais Mundo RP e Horizonte RP, em uma parceria para divulgação e produção da temática da sustentabilidade nos diversos blogs e sites de comunicação. Para quem quiser saber um pouco mais da campanha, é só clicar aqui e obter mais informações.

Hoje quero além de divulgar um maravilhoso trabalho, mostrar que existe sim a possibilidade de atuação de profissionais e estudantes de Relações Públicas em projetos de sustentabilidade, do terceiro setor e em projetos de extensão universitária presentes em diversas instituições de ensino.

Baseada no tripé de Ensino, Pesquisa e Extensão; a faculdade pública tem por objetivo dar um retorno à sociedade sobre o investimento resultante de impostos, dado pela população, a nós estudantes de universidades públicas – os projetos de extensão entram em cena para que, além de exercermos e pesquisarmos assuntos em nossa área, também possibilitar à sociedade em si esse resultado entre teoria e prática em forma de projetos sociais, educação ambiental, produtos, produção científica, entre outros.

Veja a apresentação do Labsol – Laboratório de Design Solidário da UNESP/Bauru

Todos os projetos do Laboratório foram desenvolvidos a partir do caráter da extensão, e por isso, tem perfil de ensinar algo à sociedade. No entanto, como Laboratório Solidário, sempre desenvolveu seus projetos de forma a auxiliar e aprimorar a produção já existente em algumas comunidades.

Dessa forma, o processo se dá de acordo com os seguintes procedimentos: visita à comunidade para conhecimento de materiais, técnicas, condições de trabalhos e dos trabalhadores; desenvolvimento de pesquisa acerca dos materiais e técnicas empregadas, elaboração de projetos ou melhoria dos projetos já existentes, levando em conta o custo, aplicabilidade técnica, design, demanda de mercado; workshop para a comunidade, a fim de auxiliá-los na implementação da nova técnica e novos produtos.  Esse tipo de projeto visa à sustentabilidade da comunidade a partir da venda dessas peças.

Uma característica interessante do Labsol é que existe uma integração muito grande entre os alunos que fazem parte do projeto, e entre os professores que orientam as atividades. Há mais de um ano um estagiário de Relações Públicas faz parte da equipe, no intuito de auxiliar a divulgação dos projetos do Laboratório através de releases e assessoria de imprensa, organizar feiras e workshops, captação de materiais para os produtos que são produzidos e atualização de perfis em mídias sociais.

Minimizar impactos ambientais, atingir o desenvolvimento sustentável e colaborar para uma educação ambiental à sociedade são objetivos do Labsol e, para isso, estão sempre em atualização no que diz respeito a novidades da área, parcerias com outros projetos semelhantes em diversas universidades e na capacitação dos alunos que aprendem dia-a-dia o sentido e a importância da sustentabilidade em sua profissão.

Essa junção do design, com a ajuda da comunicação me chamou muito atenção e percebo o quão envolvidos estão os alunos nas causas das comunidades que eles agem, e também levam essa experiência adquirida para a sala de aula em forma de trabalhos, projetos e apresentações.

Parabenizo primeiramente ao professor que idealizou e orienta o projeto, aos alunos de Design que viram no Ecodesign e no Design solidária uma oportunidade de trabalho e experiências em sua vivência universitária; e também às alunas de Relações Públicas que já fizeram e ainda fazem parte do Labsol por contribuírem na divulgação e contribuição para um projeto tão importante e ímpar na sociedade acadêmica.

Para mais informações sobre o Labsol
Site: http://www.labsol.com.br
Twitter: http://twitter.com/labsol

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Os desafios nas agências de comunicação – Meeting 2010

Foto: RPjr.

Em seu segundo ano de realização, a RPjr – Empresa Júnior de Relações Públicas da UNESP/Bauru proporcionou aos alunos de comunicação o Meeting 2010. Com mais de 120 inscritos e participação de alunos de Relações Públicas, Jornalismo e Rádio e TV ,o Meeting teve nas agências de comunicação o seu mote para as discussões dos três dias de evento.

A experiência em agências de comunicação, assim como todo o trabalho executado (planejamento, execução, vendas, atendimento, pesquisa, etc) ainda estão um pouco afastados do ambiente de sala de aula das universidades, assim como no âmbito de mercado da cidade de Bauru. No primeiro dia de evento, tivemos a presença da professora e coordenadora do curso de Relações Públicas da Cásper Líbero – Tânia Baitello, com a problematização das barreiras da comunicação intercultural.

Alguns cases foram mostrados pela Tânia, que além da carreira acadêmica, também é diretora da Global Comunicação – agência que entre outras empresas, atende a Mercedes Benz e o Grupo Silvio Santos. Notou-se a importância da formação acadêmica em âmbito reflexivo e crítico no que diz respeito à futura atuação do RP em casos de projetos, e implementação de estratégias de âmbito internacional – as multinacionais e suas conseqüentes compras/incorporações e parcerias em diversos países são o retrato fiel de que é necessária a visão global no local.

No segundo dia, com o tema: “As perspectivas da terceirização de serviços” o Meeting 2010 nos trouxe uma visão mais ampla sobre os limites e maneiras de trabalho entre uma agência que é contratada para determinados serviços e a conseqüente diminuição de pessoal em setores de comunicação alocados dentro de uma determinada organização.

Com representantes da CND Comunicação Corporativa e da ainda jovem Goena Comunicação, pudemos ter a noção de que o a terceirização de serviços comunicacionais é tendência, porém deve ser tratada com muita atenção e deve estar integrada à diversos setores e pessoas da organização do seu cliente. Foi citado inclusive, o termo “quarteirização”- que é quando a agência necessita de um outro profissional para auxiliar em alguma atividade de seu projeto para o cliente.

No terceiro e último dia, representantes da Hill & Knowlton (primeira agência de RP do mundo), Salsanova e Mallman Comunicação, debateram sobre as dificuldades e as possibilidades de alcançarmos o êxito da comunicação integrada no cenário das agências e em sua relação com os clientes. Percebemos que o conceito de comunicação integrada é um desafio não só em grandes organizações, mas sim em todos os contextos onde se busca a máxima eficiência em comunicação. Em alguns casos, empresas possuem 3 ou 4 agências que trabalham (terceirizadas) em diferentes ramos de sua comunicação: assessoria de imprensa, marketing, relacionamento com o público, entre outros.

Segundo o estudante do segundo ano de Relações Públicas da UNESP, Victor Frascarelli, a experiência com esse mundo das agências de comunicação foi ótima:

“Este foi o segundo Meeting do qual participei, e assim como no primeiro, saí de lá com novas expectativas, conhecendo novas visões e oportunidades da profissão. Confesso que não conhecia muita coisa sobre agências de comunicação, tendo uma idéia voltada para departamentos internos de comunicação na empresa, no Meeting conheci esta vertente terceirizada e achei muito interessante e, com certeza, uma porta que se abre para inúmeras oportunidades de crescimento na profissão e também como as várias vertentes da comunicação, como RP, jornalismo e marketing, se integram e se completam.”

No final do encontro foi servido um coquetel para os participantes, ao som de um coral de alunos da UNESP. Parabenizo à RPjr pela organização do evento, e pela preocupação em trazer à tona assuntos de extrema importância para o estudante de comunicação, e poder aliar as teorias de sala de aula às práticas que estão no mercado.

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“Como num Romance”: Saiba a hora certa de trocar de emprego

Hoje apresento aqui no blog um texto de uma amiga, que pediu para não ser identificada. Atualmente ele trabalha em uma organização e se sentiu a vontade para expressar seus sentimentos em relação à mesma aqui no blog e, ao mesmo tempo, ajudar pessoas que um dia já passaram ou passam por isso. Agradeço a contribuição!

Dizem que nosso primeiro amor a gente nunca esquece. O primeiro emprego, por exemplo, é algo que nunca esqueceremos. O primeiro elogio do chefe, os primeiros passos, os grandes êxitos, os desafios… mas também não esquecemos as pequenas divergências, os  desentendimentos, os primeiros problemas,  os segundos, terceiros… e por aí vai.

Nosso primeiro emprego é como nosso primeiro amor. No começo tudo são flores, sorrisos, expectativas, sonhos e esperanças depositadas e construídas em torno do ambiente de trabalho e também dos chamados “colegas de trabalho” – que depois podem ou não, ser chamados de amigos.

Como num primeiro romance, depois dos primeiros seis meses vem a famosa rotina… mas espera! O amor ainda está ali, presente. Essa é a fase de conhecimento e amadurecimento da relação – ou “dá certo”, ou “vamos tentar novamente”, ou “achamos melhor terminar”.

Bem… depois de passados os seis meses da relação, vem mais desavenças, mais cobranças, mais problemas, mais rotina, MAIS… e vc começa a pensar se ainda quer continuar nessa relação, se ainda quer continuar vestindo a camisa, daquela que outrora fora seu grande amor…
Mas como num romance, você tem que decidir se continuar será o melhor PARA AMBOS… claro, é isso mesmo! Se a história que você está construindo na organização não está boa para você, pode não estar boa também para a empresa. Você já pensou nisso?

É importante saber até que ponto esse relacionamento te faz feliz e engrandece a ambos! Há mais lágrimas que felicidade? Seu coração já não sente o mesmo que de início? Você não tem mais carinho e respeito pela empresa? Seus valores e os da empresa estão em oposição? Você não consegue mais vestir a camisa?

É… talvez seja a chegada hora de procurar um segundo amor… aquele que faz seus olhos brilharem de felicidade, aquele que você acorda e enche o peito de alegria, veste a camisa da empresa e sorri feliz ao começar um novo dia!
Lembre-se que como num romance, é preciso fazer escolhas certas e procurar amor mesmo nas pequenas coisas do dia-a-dia. Se não deu certo com a primeira, tente a segunda, a terceira, a quarta, enfim, quantas paixões e amores forem necessários…

Não desista facilmente de seu grande amor, corra atrás de seus sonhos!

Boa Sorte!
P´g

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Relações Públicas atentas: A Teoria do U e a (re) tomada de decisão

Existem muitos livros, biografias e estudos acadêmicos que têm a temática da liderança e da tomada de decisão como ponto chave. Trata-se de um assunto muito importante e que vem sido tratado com um certo tom de superficialidade segundo o ponto de vista de novos estudiosos que vêem na Teoria do U, uma nova maneira de agir e pensar dentro das organizações.

A Teoria do U, está descrita primeiramente no livro : Presença – Propósito Humano e o Campo do Futuro e conta com 4 autores que discorrem sobre uma nova maneira de pensar dentro de organizações, assim como estudam o ato de estar “presente”em momentos de decisão, crise e de novas ações. Mas é Otto Scharmer que vai abordar diretamente a aplicação da Teoria do U dentro da esfera organizacional e na resolução de “problemas”atuais como a temática da responsabilidade ambiental, por exemplo.  É um estudo muito novo, pensado em meados de 2007 na Alemanha, e que começa a ser difundido dentro de grandes multinacionais como estratégia e opções para antigos modelos de gestão empresarial. O ato de presenciar, com um processo em U, faz com que o futuro fale e dê resposta ao presente – veja esquema abaixo:

Mas o que diacho é a Teoria do U???

“É uma nova lente para olhar a liderança e a gestão, e também um tipo de metodologia. Como lente, observa a liderança e as habilidades sociais de um ponto de vista profundo, que não só leva em conta o que fazem os líderes e como o fazem, mas que enfoca algo que não tinha sido contemplado pelos teóricos: o lugar de onde atuam.

E ali o primeiro nível é a qualidade da atenção. A primeira vez que percebi essa ideia foi durante uma conversa com o ex-presidente-executivo da Hanover Insurance, Philip Ryan. Ao falar das experiências mais importantes de seus 25 anos de liderança, ele me disse que o sucesso dependia de seu estado interior, da qualidade da atenção que devotava a cada situação. Comecei a entender qual é o impacto da qualidade da atenção que colocamos em nosso trabalho e em nossa vida. Para resumir em uma frase a Teoria U: a atenção que se presta a uma situação determina a forma como ela evoluirá. “

(trecho da entrevista com Otto para a HSM, leia na íntegra aqui)

O que vale a pena estarmos atentos é que a Teoria do U surge como uma nova metodologia de tomada de decisão e de experiência organizacional e consigo ver o profissional de Relações Públicas como “evangelizador” e mediador dessa nova prática dentro dos diferentes contextos de trabalho que o capitalismo nos proporciona. Acredito sim em uma adaptação da Teoria para os moldes empresariais brasileiros e na implantação de técnicas novas que possam se somar à esta teoria tão nova.

Tenho me empenhado para que este seja o tema do meu trabalho de conclusão de curso, e a cada dia que pesquiso e leio tenho a certeza de que, além das dificuldades de escassez de conteúdo para pesquisa, é um tema que só vem a agregar e tornar diferencial aos profissionais que passarem a entendê-la e colocá-la em prática no ambiente de trabalho. Imagino que algumas dúvidas sobre a teoria surgirão para os que estão lendo, confesso que eu também tenho muitas dúvidas a respeito, mas é o que está me motivando a pesquisar e fazer ligações com outras teorias – como a teoria da complexidade de Edgar Morin, por exemplo.

Aguardo sugestões!

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