Quais são os públicos do Brasil ?
A Nation Brand Index, importante nome quando o assunto é pesquisa de âmbito internacional, divulgou no último dia 30 de outubro o resultado de um trabalho que tinha o objetivo de “medir” e saber a posição de 50 países em relação à sua imagem e reputação.
Tendo como composição do índice os critérios de governança, cultura, imigração, investimento, turismo e exportação, a pesquisa teve um resultado satisfatório para o Brasil – que subiu sua posição no ranking em relação à pesquisa realizada em 2008.
Estados Unidos encabeça a lista, seguido da França, Alemanha e Reino Unido. O Brasil ficou em 20º lugar, e primeiro da América Latina – trazendo o turismo, lazer e entretenimento como os suas melhores características (diferente dos outros países citados acima, que se destacaram por sua administração e economia).
Agora aqui levanto uma problemática. Quais as conseqüências de o Brasil ser visto, e bem visto, por suas atividades culturais e no turismo, e acabar não sendo tão levado a sério quando o assunto é político, políticas de mercado, e sua economia?
Acho que plantamos isso, e sim – ainda somos um país com a política da corrupção implantada no sistema de poder, mesmo sendo apontado ultimamente como a quinta potência mundial, ou o país do futuro onde tudo dá certo.
Queria discutir sobre o risco da imagem que passamos, e o confronto desta com a real imagem que vemos estampadas todos os dias em nossas cidades, jornais e notícias em geral. Creio que é uma discussão pertinente para nós, futuros profissionais de RP pelo fato de trabalharmos exatamente isso: o confronto do real com o que se quer/deve passar. O Brasil atualmente passa por isso, e este posicionamento (não o da pesquisa em si), mas o posicionamento que continua em nossa política e administração pública, está correto?
Devemos ter mais foco? Voltar nossos olhos para uma melhor comunicação com nossos públicos? Quais são os públicos do Brasil? Parece ser uma discussão ampla, e até algo que foge da realidade de um possível debate…mas vamos ser RPs do Brasil, pelo menos pelo período em que lermos e debatermos este texto…Vamos levantar propostas e estratégias que podem ser traçadas…Conto com vocês.
Quero que este post seja mais um estímulo à discussão e construção coletiva nos comentários, e não um mero texto expondo determinado assunto – mesmo porque vou falar da arte de se contar histórias e a importância disso no contexto das organizações e como ferramenta de trabalho do comunicador.
Um bom projeto de mobilização social requer no mínimo um bom planejamento por parte do idealizador ou coordenador do mesmo. Uma área em constante crescimento para o profissional de Relações Públicas, e de grande responsabilidade é esta, onde gerenciar relações, interesses e conflitos fazem com que volte à tona todas as discussões teóricas a respeito de: responsabilidade social, imagem, reputação, ordem, níveis sociais, liderança, pró-atividade, entre outros.