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Os desafios nas agências de comunicação – Meeting 2010

Foto: RPjr.

Em seu segundo ano de realização, a RPjr – Empresa Júnior de Relações Públicas da UNESP/Bauru proporcionou aos alunos de comunicação o Meeting 2010. Com mais de 120 inscritos e participação de alunos de Relações Públicas, Jornalismo e Rádio e TV ,o Meeting teve nas agências de comunicação o seu mote para as discussões dos três dias de evento.

A experiência em agências de comunicação, assim como todo o trabalho executado (planejamento, execução, vendas, atendimento, pesquisa, etc) ainda estão um pouco afastados do ambiente de sala de aula das universidades, assim como no âmbito de mercado da cidade de Bauru. No primeiro dia de evento, tivemos a presença da professora e coordenadora do curso de Relações Públicas da Cásper Líbero – Tânia Baitello, com a problematização das barreiras da comunicação intercultural.

Alguns cases foram mostrados pela Tânia, que além da carreira acadêmica, também é diretora da Global Comunicação – agência que entre outras empresas, atende a Mercedes Benz e o Grupo Silvio Santos. Notou-se a importância da formação acadêmica em âmbito reflexivo e crítico no que diz respeito à futura atuação do RP em casos de projetos, e implementação de estratégias de âmbito internacional – as multinacionais e suas conseqüentes compras/incorporações e parcerias em diversos países são o retrato fiel de que é necessária a visão global no local.

No segundo dia, com o tema: “As perspectivas da terceirização de serviços” o Meeting 2010 nos trouxe uma visão mais ampla sobre os limites e maneiras de trabalho entre uma agência que é contratada para determinados serviços e a conseqüente diminuição de pessoal em setores de comunicação alocados dentro de uma determinada organização.

Com representantes da CND Comunicação Corporativa e da ainda jovem Goena Comunicação, pudemos ter a noção de que o a terceirização de serviços comunicacionais é tendência, porém deve ser tratada com muita atenção e deve estar integrada à diversos setores e pessoas da organização do seu cliente. Foi citado inclusive, o termo “quarteirização”- que é quando a agência necessita de um outro profissional para auxiliar em alguma atividade de seu projeto para o cliente.

No terceiro e último dia, representantes da Hill & Knowlton (primeira agência de RP do mundo), Salsanova e Mallman Comunicação, debateram sobre as dificuldades e as possibilidades de alcançarmos o êxito da comunicação integrada no cenário das agências e em sua relação com os clientes. Percebemos que o conceito de comunicação integrada é um desafio não só em grandes organizações, mas sim em todos os contextos onde se busca a máxima eficiência em comunicação. Em alguns casos, empresas possuem 3 ou 4 agências que trabalham (terceirizadas) em diferentes ramos de sua comunicação: assessoria de imprensa, marketing, relacionamento com o público, entre outros.

Segundo o estudante do segundo ano de Relações Públicas da UNESP, Victor Frascarelli, a experiência com esse mundo das agências de comunicação foi ótima:

“Este foi o segundo Meeting do qual participei, e assim como no primeiro, saí de lá com novas expectativas, conhecendo novas visões e oportunidades da profissão. Confesso que não conhecia muita coisa sobre agências de comunicação, tendo uma idéia voltada para departamentos internos de comunicação na empresa, no Meeting conheci esta vertente terceirizada e achei muito interessante e, com certeza, uma porta que se abre para inúmeras oportunidades de crescimento na profissão e também como as várias vertentes da comunicação, como RP, jornalismo e marketing, se integram e se completam.”

No final do encontro foi servido um coquetel para os participantes, ao som de um coral de alunos da UNESP. Parabenizo à RPjr pela organização do evento, e pela preocupação em trazer à tona assuntos de extrema importância para o estudante de comunicação, e poder aliar as teorias de sala de aula às práticas que estão no mercado.

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Experiência em Assessoria de Imprensa

Hoje vou deixar aqui com vocês que me acompanham um texto que escrevi para o boletim mensal da RPJr – Empresa Júnior de Relações Públicas, aqui da UNESP. O tema do boletim do mês de setembro foi sobre assessoria de imprensa… Queria pedir desculpas pela demora na atualização do blog.. estou preparando um post especial para o dia Interamericano das Relações Públicas – que foi no último dia 26 de Setembro.. Devo colocar no ar em no máximo 3 dias…

Muito mais do que construir a imagem institucional através de notícias e releases, a assessoria de imprensa tem como função administrar a informação relativa à instituição que representa.

Não entrarei na famosa questão jornalistas x relações públicas quando tratamos de assessoria, mesmo porque das duas diferentes experiências de estágio que tive em Bauru, pude aprender que um bom trabalho se faz com uma equipe interdisciplinar, vários pensamentos e com o mesmo objetivo.

Na primeira oportunidade, estagiei em uma empresa com uma série crise de imagem, onde o monitoramento diário em TV, rádio, impressos, mídias digitais era obrigatório. A equipe da assessoria de imprensa tinha que estar presente em todos os blogs e colunas onde era citado o nome da empresa – ao mesmo tempo tínhamos que monitorar a opinião do público interno da empresa, ou seja, seus colaboradores – em um momento de crise não podíamos deixar que a falta de motivação trouxesse mais problemas para a empresa.

Atualmente faço parte da equipe da Assessoria de Comunicação Social da FAAC, onde aos poucos tento implementar algumas ferramentas e estratégias de Relações Públicas juntamente com estudantes de jornalismo, que são responsáveis pela produção de matérias e entrevistas que vão para o portal da faculdade, enquanto divulgo estas matérias através de novas ferramentas de mídia digital (twitter), sou responsável pelo contato direto com os meios de comunicação e assessorias de imprensa de Bauru e região, assim como pelo projeto de visitas monitoradas de colégios que queiram trazer seus alunos para conhecer a FAAC.

O fato é que, em se tratando de uma AI, existem várias funções que podem ser exercidas, assim como vários projetos podem ser idealizados – levando sempre em conta o nome e a boa imagem da instituição que se assessora. É uma experiência enriquecedora e que legitima o fato de que a comunicação e a boa imagem não dependem somente de um profissional ou uma boa lábia, e sim de uma equipe e que saiba como e a quem comunicar.

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