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Posts Etiquetados ‘UNESP Bauru’

Entenda RP – Projeto retoma campanha da ABRP de 1982

Hoje apresento aqui no blog, um projeto que está nascendo, porém com muito planejamento e foco e faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma amiga da minha sala – Rebecca Meimaridis.

Antes de falar do projeto em si, é impossível não citar a garra e a força de vontade dessa garota, que nos seus 20 e poucos anos de idade é exemplo de perseverança, atitude e muito trabalho para poder conseguir seus objetivos. Rebecca vende trufas, cozinha, dá aulas particulares de inglês, é noiva (vai se casar no próximo ano) e ainda freqüenta 2 festas por ano na faculdade..rsrs

O projeto idealizado por Rebecca chama-se “Entenda RP” e é a retomada de uma campanha organizada pela ABRP no ano de 1982 que desejava valorizar e propagar a profissão, conceitos e funções do RP.  Eu particularmente achei o projeto interessante, justamente por este fato da “retomada” de uma campanha que já foi feita, há quase duas décadas atrás e por uma associação da profissão, a ABRP.

O projeto conta com perfis nas plataformas online como o twitter  e facebook – além do blog que concentrará os textos, pesquisas e divulgações principais do projeto.

Conheça agora mesmo. Entenda RP!

Blog: www.entendarp.wordpress.com

Twitter: www.twitter.com/entendarp

Facebookhttp://www.facebook.com/pages/Entenda-RP/168146729881519

 

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Sobre twitter, comunicação e Relações Públicas

Há alguns dias tenho ficado incomodado com a velocidade e o rumo com que vários assuntos têm tomado nas redes sociais. Vou falar especificamente do twitter, plataforma cuja qual dedico maior tempo do meu dia, principalmente por ser uma de minhas ferramentas de trabalho.

O fenômeno das últimas semanas tem sido os vlogs – uma junção de vídeo e blog que faz com que qualquer pessoa e sua web cam “transformem” o cotidiano e o foco de qualquer discussão que possa estar acontecendo no twitter.

Em meio a vários acontecimentos do caso Bruno, o início das campanhas e sabatinas das eleições 2010, às férias escolares e à morte de um filho de uma famosa atriz – um jovem chamado Felipe Neto(@felipeneto) tem causado a ira de vários adolescentes que não concordam com a maneira de pensar (ou talvez seja um parecer pensar) do vloger.

Muitas pessoas discutem a questão da inclusão digital, nas universidades este é um assunto muito falado em sala de aula, em trabalhos e em conversas informais entre os estudantes; mas acredito que estes avanços nos estudos não acompanham a velocidade dos acontecimentos e as conseqüências que estes possam ter para o meio comunicacional, e por que não à esfera offline que também recebe essas notícias.

Em um período de um dia milhares de vídeos-respostas a este Felipe Neto aparecem através de seus protagonistas, para que reine a sensação de que serão ouvidos, justos e leais a seus ideais, fontes inspiradoras e “exemplos” de estilos de vida.

Acho que o mais preocupante é que talvez este espaço que esteja sendo muito utilizado para defender um ou outro artista, esta ou aquela banda, este ou aquele filme – poderia ser utilizado para outros fins e causas. Sei que a era do conteúdo que vivemos atualmente, talvez seja o “start” para uma conscientização futura destes jovens da melhor utilização destes meios de comunicação e disseminação de idéias.

Prefiro acreditar nisso, a ter que pensar que estes jovens realmente buscam nessas causas a “tampa para a sua panela” que nunca encontrou dentro de casa, em leitura de clássicos ou em experiências trocadas com avós, amigos, vizinhos, professores e colegas de vida.

É triste ver o rumo que essa falsa “democracia online” vem tomando. É preocupante para nós, estudantes e profissionais de comunicação, imaginar que nosso público alvo pode ser tão engajado e influente – mas ao mesmo tempo, carentes de uma causa maior, ou de um espírito de coletividade que os una para um bem em comum.

Sempre acreditei que a chamada “massa” era repleta de individualidades, e acho que a comunicação e estratégias de Relações Públicas, entenderam que o foco e a personalização de projetos e produtos fosse o caminho certo para uma comunicação mais eficiente e com mais resultados. O que estamos vendo, é que dentro dessas individualidades, temos um ponto cego pronto para emergir – e não sabemos como agir pelo fato de nunca termos passado por experiências semelhantes antes.

Eis o desafio: como agir com um futuro que emerge diante de nossos olhos, sem fazer o “download” de outras experiências e ocasiões? Como lidar com estes fenômenos comunicacionais e pessoas que “recheiam” nossas telas diariamente e criar soluções inteligentes para que as organizações e seus produtos estejam inseridos neste contexto também?

É hora de pensar, hora de produzir, hora de disseminar, hora de colocar em prática novamente as Relações Públicas – as verdadeiras – e não a que imaginamos ser, ou queremos que seja através de personagens fictícios da dramaturgia. Você é RP – quando tomarmos consciência do “eu” que está inserido nesta categoria RP, a coletividade ficará mais saudável e apta a ser uma “unidade com uma vasta diversidade”.

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Os desafios nas agências de comunicação – Meeting 2010

Foto: RPjr.

Em seu segundo ano de realização, a RPjr – Empresa Júnior de Relações Públicas da UNESP/Bauru proporcionou aos alunos de comunicação o Meeting 2010. Com mais de 120 inscritos e participação de alunos de Relações Públicas, Jornalismo e Rádio e TV ,o Meeting teve nas agências de comunicação o seu mote para as discussões dos três dias de evento.

A experiência em agências de comunicação, assim como todo o trabalho executado (planejamento, execução, vendas, atendimento, pesquisa, etc) ainda estão um pouco afastados do ambiente de sala de aula das universidades, assim como no âmbito de mercado da cidade de Bauru. No primeiro dia de evento, tivemos a presença da professora e coordenadora do curso de Relações Públicas da Cásper Líbero – Tânia Baitello, com a problematização das barreiras da comunicação intercultural.

Alguns cases foram mostrados pela Tânia, que além da carreira acadêmica, também é diretora da Global Comunicação – agência que entre outras empresas, atende a Mercedes Benz e o Grupo Silvio Santos. Notou-se a importância da formação acadêmica em âmbito reflexivo e crítico no que diz respeito à futura atuação do RP em casos de projetos, e implementação de estratégias de âmbito internacional – as multinacionais e suas conseqüentes compras/incorporações e parcerias em diversos países são o retrato fiel de que é necessária a visão global no local.

No segundo dia, com o tema: “As perspectivas da terceirização de serviços” o Meeting 2010 nos trouxe uma visão mais ampla sobre os limites e maneiras de trabalho entre uma agência que é contratada para determinados serviços e a conseqüente diminuição de pessoal em setores de comunicação alocados dentro de uma determinada organização.

Com representantes da CND Comunicação Corporativa e da ainda jovem Goena Comunicação, pudemos ter a noção de que o a terceirização de serviços comunicacionais é tendência, porém deve ser tratada com muita atenção e deve estar integrada à diversos setores e pessoas da organização do seu cliente. Foi citado inclusive, o termo “quarteirização”- que é quando a agência necessita de um outro profissional para auxiliar em alguma atividade de seu projeto para o cliente.

No terceiro e último dia, representantes da Hill & Knowlton (primeira agência de RP do mundo), Salsanova e Mallman Comunicação, debateram sobre as dificuldades e as possibilidades de alcançarmos o êxito da comunicação integrada no cenário das agências e em sua relação com os clientes. Percebemos que o conceito de comunicação integrada é um desafio não só em grandes organizações, mas sim em todos os contextos onde se busca a máxima eficiência em comunicação. Em alguns casos, empresas possuem 3 ou 4 agências que trabalham (terceirizadas) em diferentes ramos de sua comunicação: assessoria de imprensa, marketing, relacionamento com o público, entre outros.

Segundo o estudante do segundo ano de Relações Públicas da UNESP, Victor Frascarelli, a experiência com esse mundo das agências de comunicação foi ótima:

“Este foi o segundo Meeting do qual participei, e assim como no primeiro, saí de lá com novas expectativas, conhecendo novas visões e oportunidades da profissão. Confesso que não conhecia muita coisa sobre agências de comunicação, tendo uma idéia voltada para departamentos internos de comunicação na empresa, no Meeting conheci esta vertente terceirizada e achei muito interessante e, com certeza, uma porta que se abre para inúmeras oportunidades de crescimento na profissão e também como as várias vertentes da comunicação, como RP, jornalismo e marketing, se integram e se completam.”

No final do encontro foi servido um coquetel para os participantes, ao som de um coral de alunos da UNESP. Parabenizo à RPjr pela organização do evento, e pela preocupação em trazer à tona assuntos de extrema importância para o estudante de comunicação, e poder aliar as teorias de sala de aula às práticas que estão no mercado.

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Relações Públicas atentas: A Teoria do U e a (re) tomada de decisão

Existem muitos livros, biografias e estudos acadêmicos que têm a temática da liderança e da tomada de decisão como ponto chave. Trata-se de um assunto muito importante e que vem sido tratado com um certo tom de superficialidade segundo o ponto de vista de novos estudiosos que vêem na Teoria do U, uma nova maneira de agir e pensar dentro das organizações.

A Teoria do U, está descrita primeiramente no livro : Presença – Propósito Humano e o Campo do Futuro e conta com 4 autores que discorrem sobre uma nova maneira de pensar dentro de organizações, assim como estudam o ato de estar “presente”em momentos de decisão, crise e de novas ações. Mas é Otto Scharmer que vai abordar diretamente a aplicação da Teoria do U dentro da esfera organizacional e na resolução de “problemas”atuais como a temática da responsabilidade ambiental, por exemplo.  É um estudo muito novo, pensado em meados de 2007 na Alemanha, e que começa a ser difundido dentro de grandes multinacionais como estratégia e opções para antigos modelos de gestão empresarial. O ato de presenciar, com um processo em U, faz com que o futuro fale e dê resposta ao presente – veja esquema abaixo:

Mas o que diacho é a Teoria do U???

“É uma nova lente para olhar a liderança e a gestão, e também um tipo de metodologia. Como lente, observa a liderança e as habilidades sociais de um ponto de vista profundo, que não só leva em conta o que fazem os líderes e como o fazem, mas que enfoca algo que não tinha sido contemplado pelos teóricos: o lugar de onde atuam.

E ali o primeiro nível é a qualidade da atenção. A primeira vez que percebi essa ideia foi durante uma conversa com o ex-presidente-executivo da Hanover Insurance, Philip Ryan. Ao falar das experiências mais importantes de seus 25 anos de liderança, ele me disse que o sucesso dependia de seu estado interior, da qualidade da atenção que devotava a cada situação. Comecei a entender qual é o impacto da qualidade da atenção que colocamos em nosso trabalho e em nossa vida. Para resumir em uma frase a Teoria U: a atenção que se presta a uma situação determina a forma como ela evoluirá. “

(trecho da entrevista com Otto para a HSM, leia na íntegra aqui)

O que vale a pena estarmos atentos é que a Teoria do U surge como uma nova metodologia de tomada de decisão e de experiência organizacional e consigo ver o profissional de Relações Públicas como “evangelizador” e mediador dessa nova prática dentro dos diferentes contextos de trabalho que o capitalismo nos proporciona. Acredito sim em uma adaptação da Teoria para os moldes empresariais brasileiros e na implantação de técnicas novas que possam se somar à esta teoria tão nova.

Tenho me empenhado para que este seja o tema do meu trabalho de conclusão de curso, e a cada dia que pesquiso e leio tenho a certeza de que, além das dificuldades de escassez de conteúdo para pesquisa, é um tema que só vem a agregar e tornar diferencial aos profissionais que passarem a entendê-la e colocá-la em prática no ambiente de trabalho. Imagino que algumas dúvidas sobre a teoria surgirão para os que estão lendo, confesso que eu também tenho muitas dúvidas a respeito, mas é o que está me motivando a pesquisar e fazer ligações com outras teorias – como a teoria da complexidade de Edgar Morin, por exemplo.

Aguardo sugestões!

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A internet e o processo de (in)decisão – A busca pelo querer

Desde semana passada que venho lendo em sites, blogs e em algumas redes sociais, severas críticas ao comportamento e ao impreciso”futuro”da geração Y.

O tom dessas críticas e reflexões vem sempre carregadas da problemática da falta de comprometimento, da velocidade do “querer” dos que fazem parte dessa geração, e do medo das organizações de contratarem jovens que “supostamente”não sabem valorizar o ambiente organizacional, assim como a cultura e a “velocidade”de acontecimentos e promoções que nela se dão.

Fazer parte da geração Y é estar conectado (ou não) ao mundo digital, às oportunidades que a rede proporciona em se tratando de tecnologia, conteúdo (ou a falta de), relacionamentos à longa distância e a todas as disparidades que se tornam ainda mais perceptíveis quando o assunto é o acesso à todos esses meios e oportunidades.

O processo de decisão de compra e a influência de determinadas marcas, organizações e produtos ao público mudou – não existe mais a desconfiança, existe a confiança de se conseguir algo melhor ou diferente. O consumidor se tornou pesquisador, evangelizador, inovador e disseminador do seu próprio “querer”.

Produtos cada dia mais singulares procuram atingir uma pluralidade consciente de inovação, qualidade e novas perspectivas que estão agregadas à marca/produto (responsabilidade ambiental, social, entre outros). A internet é o grande palco para essa transformação entre choque do antigo com o inovador, da comunicação de massa para com a comunicação dirigida e focada – e os públicos desses embates acabam sendo as próprias organizações e seus departamentos de comunicação, que devem estar atentos à essas mudanças e ao “querer”do consumidor – o novo consumidor.

Não acredito na superficialidade da geração Y. Acredito sim na superficialidade do que se fala da geração Y e do que se espera de uma geração que ainda nem cresceu e já estão decretando seu fim.

Assim como a comunicação, um processo e uma mudança está acontecendo tanto nos hábitos quanto no poder de compra da população mundial – observamos o exemplo brasileiro e sua constante mudança na pirâmide de classes em se tratando de poder de compra.

O diferente é possível, a singularidade é a novidade e a geração Y só ganha com isso.

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