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Projetos de alunos de Relações Públicas movimentam Bauru

Fazendo parte da disciplina Técnicas de Relações Públicas, os alunos do segundo ano do curso de Relações Públicas da UNESP/Bauru movimentam este fim de primeiro semestre na cidade de Bauru e na comunidade acadêmica.

A disciplina tem como objetivo colocar em prática as diferentes vertentes de atuação em eventos que o profissional de Relações Públicas pode atuar – a atividade é proposta no início das aulas e os alunos tem o prazo de 6 meses para planejar, obter patrocínios, divulgarem e colocar o evento em prática. No final, os alunos são avaliados conforme os resultados e todo o processo de planejamento do evento, pela professora da disciplina.

Muitos eventos de sucesso já saíram desta atividade, e outros levaram a experiência de gestão de crises para os organizadores (meu caso). Shows das bandas Teatro Mágico e Mundo Livre S.A já foram organizados pelos alunos em anos passados, e a repercussão na cidade foi além do esperado.

Este ano, pode-se notar um número de grande de eventos com causas sociais que estão sendo colocados em prática. Vou dar alguns exemplos – claro que não conseguirei abarcar todos eles aqui – mas que podem representar muito bem o quanto esta atividade é de suma importância para o aprendizado do aluno e os benefícios à comunidade que estes eventos podem levar.

O grupo M6 Produções, criado por 6 alunas está organizando o projeto Ponto de Partida que além de todas as atividades já colocadas em prática, finalizará o projeto com um grande arraiá solidário em um bairro da cidade. Veja mais informações em (http://www.m6producoes.blogspot.com/).

Com enfoque na desmistificação do tema Produção Cultural, o grupo Comunicultura, levará a produção cultural de alunos da própria universidade para mais perto da comunidade acadêmica através de exposições, música e uma mesa-redonda sobre o tema. Para mais informações clique aqui.

Não menos importante, um dos grupos da sala do segundo ano ficou responsável por organizar a IX Semana de Relações Públicas, que troxe este ano o enfoque no tema da comunicação pública e marketing político – foram 3 dias de evento para que a comunidade acadêmica pudesse absorver conhecimento e aprender um pouco mais com os palestrantes convidados. Veja a cobertura completa da IX Semana de RP no site: http://www.faac.unesp.br

Com o intuito de proporcionar intervenções artísticas nos pontos mais movimentados e inusitados da cidade, um dos grupos organizará o RespirARTE. Música, poesia, teatro, dança e até mágica serão levados para a população com o intuito de surpreendê-las – “A intenção é fazer com q a arte se manifeste como parte do cotidiano das pessoas q estiverem naquele determinado local” diz Matheus, um dos integrantes da organização.

Mini cursos de comunicação também foram proporcionados por um grupo de alunos no último mês. Cultura organizacional, marketing pessoal, expressão corporal, entre outros foram os temas dos mini cursos que obtiveram presença massiva dos alunos de comunicação da UNESP. Com um preço acessível e simbólico, alguns temas que não são abordados em sala de aula puderam ser discutidos nas 5 tardes que o evento aconteceu.

Enfatizo também, que um dos eventos organizados pelos alunos que atualmente estão no terceiro ano do curso, está concorrendo ao INTERCOM nacional. Com um projeto de revitalização de um espaço público em um bairro carente de Bauru, os alunos conseguiram em algumas semanas levar alegria e a esperança de um novo local para a prática do esporte, dança e atividades culturais. Visite o blog do Grupo AGR .

Infelizmente fica impossível colocar todos os eventos do pessoal deste ano (são 50 alunos), mas deixo aqui meus parabéns pela força e pelo entusiasmo em fazer cada um dar certo e principalmente, colocar em prática o EVENTO – que sempre é motivo de tanta discussão no âmbito profissional e acadêmico, mas que poucos conseguem planejá-lo e executá-lo com excelência.

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Relações Públicas: Criadores de uma nova realidade

Penso a comunicação em si como algo transformador. Uma atividade que realmente possa mudar a vida das pessoas, das instituições e de cenários que possam ser considerados perdidos. E os comunicadores? Transformam sua realidade? Fazem com que novos paradigmas sejam debatidos e criam novas oportunidades de ação e de experiências?

Muito me chama a atenção a similaridade de “cases”que venho vendo ultimamente. As ações cada dia mais vem se aproximando de um padrão, com as mesmas plataformas oferecidas, com os mesmos pacotes de solução e consequentemente com o mesmo “buzz”gerado.

Será que não estamos olhando muito para experiências passadas, espelhando-nos em biografias de sucesso de alguns líderes e “cases” exemplares de outras organizações? Porque não criamos novos conceitos? Novas realidades? Novos caminhos?

Para quem está antenado na Teoria do U, de Otto Scharmer (que aliás, tem muito a ver com a Teoria do Caos, e com a fenomenologia), o estado de percepção e a atenção dada a determinado assunto é essencial para se medir o futuro desta decisão. É preciso pararmos de fazer o “download”de experiências que já aconteceram, e chegar a um “ponto cego”onde possamos criar novas possibilidades de ação em um momento de reflexão e de profunda criatividade.

Ser líder, mediar projetos e trabalhar com comunicação é estar aberto a novos caminhos, a novos sentimentos e a novas realidades. Não estou defendendo a idéia de não se levar em consideração as experiências já obtidas e com sucesso… Mas enquanto nos enquadrarmos nelas, e em métodos de trabalho já muito trabalhados, a comunicação ficará estagnada ao ponto onde ela está.

As novas mídias e mídias alternativas trouxeram um fôlego a mais para as novas formas de divulgação e ação, porém já estamos em um patamar onde a equidade de campanhas está explícita até ao olhar dos leigos.

É hora de criar novos cenários, estudar novos caminhos e alimentarmo-nos de um repertório diferencial que nos dará apoio para novas criações e experiências. Pensar no U (com mente aberta, coração aberto e vontade aberta a novas oportunidades), fazendo desse método, um exercício diário para que ele se torne cada dia mais imperceptível no dia-a-dia, mas que nos ensine a buscar nosso caminho – novo, exemplar e de muita criatividade.

Vamos ser profissionais do futuro – os criadores de uma nova realidade!

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Arquitetura da Informação: Estratégia, comunicação e organização

Construções da arquitetura física nos proporcionam mais do que abrigo: refletem a nossa cultura, em imagens de beleza e de funções. Mas quando se percebe como são mal-construídos os nossos espaços informacionais, conclui-se que a Arquitetura da Informação é hoje um problema concreto.

O “arquiteto de informação” seria um novo profissional, a substituir o “webmaster”. Teria conhecimentos e experiência para desenvolver estruturas de informação, com níveis múltiplos de interação entre homens, máquinas e o meio ambiente.

Mas qual é este profissional, o que ele tem a ver com a comunicação?

Hoje trago aqui uma breve entrevista gentilmente concedida pela Arquiteta da Informação Glauciana Nunes, que também é formada em Relações Públicas e em Jornalismo.

Glauciana, o que você entende como Arquitetura da Informação?
Arquitetura de Informação é forma de organizar, catalogar e orientar um site. Na verdade, não só um site, mas qualquer sistema, interface, desktop ou mobile, no intuito de facilitar o trânsito do usuário. Imagine um amontoado de informações? Quem conseguiria se encontrar, sobretudo nos maiores, com mais páginas. Arquitetura de Informação coloca cada informação em seu lugar, respeitando alguns padrões de usuário e, claro, sendo orientado por eles, já que engloba mais duas áreas, que é Design centrado no usuário e user experience (a experiência do usuário).

Como você vê o mercado, tanto do profissional, como da demanda por estes no Brasil?

O mercado está aquecidíssimo. A real é que há alguns anos já se faz Arquitetura de Informação no mundo e também no Brasil. Entretanto, essa nomenclatura é relativamente nova. De uns 5 anos para cá é que os profissionais foram ganhando o título e realmente começaram a estudar com mais foco. Por ser tão nova, essa área carece de profissionais. Justamente por isso, os salários são bons e há muitas vagas.

Ter um olhar estratégico, do todo e levando em consideração as partes; é um diferencial para o profissional de AI?
Sim, certamente. É necessário aproximar e afastar a visão para se fazer uma boa AI. Afastar para conseguir enxergar as informações no amontoado de dados, que é o início do desenvolvimento de uma interface. Depois, aproximar para ir colocando tudo no seu devido lugar. Além disso, parte fundamental do processo de AI é a pesquisa com o usuário, afinal, se uma interface é feita para determinado público, nada mais óbvio que fazer contemplando as suas necessidades, não é mesmo?

A sua formação em Relações Públicas e Jornalismo, te ajudam nas práticas de seus projetos, e na compreensão de públicos estratégicos em suas ações?
Muitos profissionais de AI migram do design, mas aí trabalham mais especificamente com Design centrado no usuário. Para fazer levantamento de requisitos, mapeamento de processos, pesquisas com usuários, organização de informação, wireframes e validações tenho visto muitos profissionais de Jornalismo. RPs nunca vi, mas acho que a formação é totalmente favorável, isso porque nos faz enxergar de perto o público. E se Arquitetura de Informação visa o usuário, que bom conhecer de perto o nosso público, sim?!?

Qual dica você daria para os curiosos dessa área, e para quem quer começar a trabalhar com AI?
Há alguns cursos bem legais no mercado, como os da Jump Education, e também o EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação, que esse ano estará na quinta edição e sempre ocorre em São Paulo. Mas, há muito conteúdo na Internet e alguns blogs confiáveis e bem atualizados, como:

* Arquitetura de Informação – http://www.arquiteturadeinformacao.com/
* Guilhermo Reis – http://www.guilhermo.com/
* Luiz Agner – http://www.agner.com.br/
* naHipermidia – http://www.nahipermidia.com/blog/
* Planta Baixa – http://plantabaixa.wordpress.com/
* Usabilidoido – http://www.usabilidoido.com.br/
* Wireframes Magazine – http://wireframes.linowski.ca/

Formada em Relações Públicas, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, e em Jornalismo, pelo Centro Universitário Sant’Anna (Uni Sant’Anna), campus de São Paulo. Foi aluna especial da disciplina “Discurso Jornalístico e Literário: Conexões“, do mestrado em Comunicação Midiática da Unesp – Bauru, e publicou o livro “Filhos do Coração – Histórias Extraordinárias de Adoção”.

Toda sua carreira em comunicação está voltada para à Internet. Comunicação digital, jornalismo online, webmarketing, arquitetura de informação e mídias sociais.

Desde 2001, já atendeu clientes, como Unimed Paulistana, Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio), Estadão, Trio Alimentos, Caixa Consórcios, Editora Alto Astral (Revista Todateen e Revista Shape), Unimed Bauru, Mais Estudo, Arita Treinamentos, betboo.com e Baurublog.

Atualmente, escreve para um site internacional de jogos, betboo (www.betboo.com), edita o Blog Coisa de Mãe (www.coisademae.com) e escreve em seu Blog pessoal (www.glauciananunes.com).

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Projeto Labsol: sustentabilidade, comunicação e extensão

Este post faz parte de uma iniciativa dos portais Mundo RP e Horizonte RP, em uma parceria para divulgação e produção da temática da sustentabilidade nos diversos blogs e sites de comunicação. Para quem quiser saber um pouco mais da campanha, é só clicar aqui e obter mais informações.

Hoje quero além de divulgar um maravilhoso trabalho, mostrar que existe sim a possibilidade de atuação de profissionais e estudantes de Relações Públicas em projetos de sustentabilidade, do terceiro setor e em projetos de extensão universitária presentes em diversas instituições de ensino.

Baseada no tripé de Ensino, Pesquisa e Extensão; a faculdade pública tem por objetivo dar um retorno à sociedade sobre o investimento resultante de impostos, dado pela população, a nós estudantes de universidades públicas – os projetos de extensão entram em cena para que, além de exercermos e pesquisarmos assuntos em nossa área, também possibilitar à sociedade em si esse resultado entre teoria e prática em forma de projetos sociais, educação ambiental, produtos, produção científica, entre outros.

Veja a apresentação do Labsol – Laboratório de Design Solidário da UNESP/Bauru

Todos os projetos do Laboratório foram desenvolvidos a partir do caráter da extensão, e por isso, tem perfil de ensinar algo à sociedade. No entanto, como Laboratório Solidário, sempre desenvolveu seus projetos de forma a auxiliar e aprimorar a produção já existente em algumas comunidades.

Dessa forma, o processo se dá de acordo com os seguintes procedimentos: visita à comunidade para conhecimento de materiais, técnicas, condições de trabalhos e dos trabalhadores; desenvolvimento de pesquisa acerca dos materiais e técnicas empregadas, elaboração de projetos ou melhoria dos projetos já existentes, levando em conta o custo, aplicabilidade técnica, design, demanda de mercado; workshop para a comunidade, a fim de auxiliá-los na implementação da nova técnica e novos produtos.  Esse tipo de projeto visa à sustentabilidade da comunidade a partir da venda dessas peças.

Uma característica interessante do Labsol é que existe uma integração muito grande entre os alunos que fazem parte do projeto, e entre os professores que orientam as atividades. Há mais de um ano um estagiário de Relações Públicas faz parte da equipe, no intuito de auxiliar a divulgação dos projetos do Laboratório através de releases e assessoria de imprensa, organizar feiras e workshops, captação de materiais para os produtos que são produzidos e atualização de perfis em mídias sociais.

Minimizar impactos ambientais, atingir o desenvolvimento sustentável e colaborar para uma educação ambiental à sociedade são objetivos do Labsol e, para isso, estão sempre em atualização no que diz respeito a novidades da área, parcerias com outros projetos semelhantes em diversas universidades e na capacitação dos alunos que aprendem dia-a-dia o sentido e a importância da sustentabilidade em sua profissão.

Essa junção do design, com a ajuda da comunicação me chamou muito atenção e percebo o quão envolvidos estão os alunos nas causas das comunidades que eles agem, e também levam essa experiência adquirida para a sala de aula em forma de trabalhos, projetos e apresentações.

Parabenizo primeiramente ao professor que idealizou e orienta o projeto, aos alunos de Design que viram no Ecodesign e no Design solidária uma oportunidade de trabalho e experiências em sua vivência universitária; e também às alunas de Relações Públicas que já fizeram e ainda fazem parte do Labsol por contribuírem na divulgação e contribuição para um projeto tão importante e ímpar na sociedade acadêmica.

Para mais informações sobre o Labsol
Site: http://www.labsol.com.br
Twitter: http://twitter.com/labsol

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Gestão hospitalar – Relações Públicas necessárias

Certa vez ouvi de um candidato a prefeito: “O cidadão que vai a um hospital é um cliente, e ele deve ser tratado como tal”.

Essa reflexão nos leva a refletir sobre a problemática da gestão hospitalar em nossas cidades – não somente pela qualidade de atendimento, mas na transparência de suas ações no que diz respeito à contabilidade, às contratações, à atenção dispensada aos enfermos e seus familiares e ao serviço prestado à comunidade.

Assim como uma instituição com fins lucrativos, o ambiente hospitalar deve ser visto como um sistema complexo, que inclui relacionamentos, gestão, manuseio de tecnologias e o mais importante, passar a confiança de um bom trabalho para seus “clientes”.

A tarefa mais difícil e, creio eu, primordial para o início de uma possível mudança é fazer com que o paciente seja visto como cliente, e não como usuário do sistema hospitalar – o que lhe traz direitos ao utilizar o serviço. Para isso, profissionais de gestão (administradores, relações públicas) deve sim estar presentes neste nicho de mercado, aplicando não só políticas administradoras e de gestão, mas levantando questões de assistência aos pacientes, pós-consulta; para que o trabalho não se isole somente no atendimento e sim na importância da qualidade de vida de seus clientes.

Assim como o empresarial, o ambiente hospitalar é cheio de vícios profissionais, tem sua “rádio corredor”, muito preconceito com alguns profissionais da área, grandes jornadas de trabalho e salários que não condizem com a realidade do trabalho colocado em prática.

Existem conselhos (enfermagem e medicina) que regem esses profissionais, e que em comparação a outros órgãos de classe, são bem organizados e se interessam pela prática executada pelos seus profissionais – afinal, seus clientes são vidas em risco.

Em um país como o Brasil, cheio de problemas estruturais e de saúde pública, a gestão hospitalar e a necessidade de um novo olhar para este nicho cresce a cada dia. Profissionais de comunicação e administração já se juntam para procurar soluções concretas para o contexto brasileiro, não deixando de lado o lado do “cliente”, do cidadão que só procura pelo seu direito de zelar por sua saúde e por sua vida.

Gestão hospitalar é gestão de vidas. Relações Públicas necessárias à vida de todos!

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Relações Públicas, comunicadora, mãe, dona de casa…mulher!

1910.

Este foi o ano escolhido para dar início a uma data que comemora e que completa 100 anos hoje – 100 anos de lutas, trabalho, preconceito, olhares muitas vezes desconfiados.Mas também são 100 anos de amor!

Com o objetivo de acabar com o preconceito e com a desigualdade de gêneros, foi criado o Dia Internacional da Mulher que é comemorado todo dia 8 de Março e retoma algumas discussões muito válidas e que ainda fazem parte do cotidiano da mulher em diversas situações – tanto dentro de casa quanto no ambiente de trabalho. Veja abaixo, algumas das conquistas das mulheres na história

*1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
*1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
*1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
*1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
*1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
*1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
*1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
*1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
*1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
*1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
*1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

No intuito de comemorar todas essas conquistas, e muitas que já foram e ainda serão conquistadas pelas mulheres; tive a idéia de reunir aqui algumas delas para dizer o quanto foram e são importantes as mulheres no cenário comunicacional/empresarial e de Relações Públicas durante a história, e já anunciando a contribuição que elas ainda darão para o crescimento e divulgação da profissão.

Trago também depoimentos de homens que vêem nas mulheres não somente o companheirismo no trabalho, mas sim um exemplo de força, determinação e inteligência a ser seguido.

Agradeço aos colaboradores que deixaram o seu depoimento especialmente para esta homenagem e agradeço também ao estudante de Relações Públicas Vitor Balan,que me ajudou no garimpo de alguns depoimentos. Aproveito a oportunidade para parabenizar minha mãe – exemplo de força, coragem e determinação até hoje..realmente faz parte desse time de mulheres guerreiras e apaixonadas pelo que fazem!

“As mulheres são a maioria nos bancos das faculdades, universidades e centros acadêmicos de Relações Públicas. Características como flexibilidade, versatilidade, criatividade e planejamento fazem toda a diferença nesta atividade e profissão. O ato de comunicar é, cada vez mais, imprescindível, para não dizer condição sine qua non, para a existência das organizações de hoje. E essa ação de comunicação é muito comum ao gênero feminino. Acredito que a atividade de RP tenha ganho muita visibilidade e importância nos últimos anos pela necessidade de transparência das organizações e por esse esforço feminino em destacar a profissão. Não estou aqui tirando o mérito dos nossos homens-RPs, apenas ressalto, aqui, as qualidades de ser mulher e profissional de comunicação nesta área que já é e promete ter muita prosperidade atual e futuramente.”
Parabéns às RPs, colegas de profissão e à todas as mulheres pelo seu dia!
Abraços,
Carol Terra – Relações Públicas formada pela UNESP/Bauru, é doutoranda e mestre pelo Programa Ciências da Comunicação pela ECA-USP; professora do curso de relações públicas e publicidade e propaganda da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP); é também editora do blog RPalavreando (http://rpalavreando.blogspot.com).


Sem querer parecer feminista, já parecendo, as mulheres são cada vez mais e em números maiores as pessoas que compoem as empresas. E não se limitam mais à àreas administrativas, ousam e buscam espaços que antes eram prioridade masculina: corrida automobilísticas, policiais, juízas, mecânicas de aeronaves entre outras.

E nós acumulamos várias funções junto com a de executivas: mães, lavadeiras, passadeiras, personal stylist, cozinheira. Quando terminamos um turno, começamos outro.Mas essa é a magia de ser mulher e ser múltiplia. Feliz dia das mulheres a todas.

Márcia CeschiniRelações Públicas,  graduada pela Unesp Bauru; especialista em Gerenciamento de Marketing pelo INPG; estudiosa e curiosa sobre comunicação, marketing, as novas mídias e a web 2.0; é também editora do blog Oras Blog (http://orasblog2.blogspot.com)

Antes de optar pela carreira de relações públicas eu já ouvia dizer que as mulheres eram maioria, na faculdade a afirmação se tornou uma realidade e agora já no mercado vejo que elas mantêm esta regra. É notório afirmar portanto que grande parte do desenvolvimento de nossa profissão foi feito pelas mãos de mulheres, guerreiras, estratégicas, que imprimem no trabalho que executam a marca da competência. A todas companheiras de profissão que fazem e acontecem elevando o nome das Relações Públicas, um abraço pela passagem deste dia tão especial.

Ricardo Camposé especialista em Gestão de Negócios e Bacharel em Relações Públicas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É também editor do blog Reflexione (http://ricardocampos.wordpress.com/).


Cada dia um projeto novo – pela manhã, calcular os investimentos de um plano de comunicação para mineração. Na hora do almoço, acompanhar as constantes mudanças na indústria farmacêutica e, no fim da tarde, planejar uma campanha de comunicação interna para a área de cosméticos. Além de descrever um pouco o meu dia a dia, acredito que acabo de apresentar uma das facetas do profissional de relações públicas: multidisciplinar, dinâmico e estratégico. Além de ser uma profissão que me apaixona, o universo de RP traz a oportunidade de conhecer muitos mercados e atuar com pessoas diferentes. Coincidência ou não, um mercado bastante feminino (com excelentes e competentes profissionais do sexo masculino), mas, sem dúvida, dominado pelo salto alto. Acredito que nossa vantagem, nesse caso, é o fato da mulher acostumar-se, de forma natural, a viver como mãe, esposa e profissional, gerenciando sua assistente no lar, programando as férias da família ao mesmo tempo em que desenha um planejamento estratégico. Por isso, vejo que nós, mulheres e relações públicas, temos muitos motivos para nos orgulhar: atuamos com paixão, somos respeitadas, independente do sexo, no cenário da comunicação e temos, ainda, a companhia dos profissionais do sexo masculino que adicionam o modo XY de pensar às nossas vidas!
Marília Lobo – é professora universitária e sócia diretora da Verus Comunicação, tendo atuado em empresas como Elevadores Atlas Schindler e Johnson & Johnson.


Estou aproximadamente há 25 anos na área de comunicação. Nesse tempo, desenvolvi vários projetos de comunicação. Alguns deles premiados. Hoje, analiso estrategicamente as informações que são repassadas aos públicos de interesse adequando-as sempre que necessário. A profissão de relações Públicas vem se tornando cada vez mais estratégica para as empresas. Os RPs,, em sua maioria mulheres, são considerados competentes e eficazes. Acredito que apesar da nossa sociedade, ainda, ser
machista, em nossa área, não há grandes diferenças entre os gêneros. A mulher é reconhecida como uma profissional de extrema importância no mercado.
Maria Del Carmen Garcia Vazquezanalista de comunicação da SABESP e diretora de comunicação da Associação Sabesp.


Temos muito a comemorar neste 8 de março, e muito ainda a conquistar, também. A atuação feminina na comunicação e nas Relações Públicas é sabidamente majoritária, aliás, tal como mostram as tendências praticamente em todos os segmentos e especialmente em algumas profissões. Sem dúvida, conquistamos nosso direito à profissionalização, à vida acadêmica, ocupamos de forma muito competente este espaço. Nas Relações Públicas, a sensibilidade feminina, a capacidade de ouvir e de mediar conflitos, meio que inerentes à condição, fazem diferença. E o nível de aprimoramento constante das mulheres nas ciências da comunicação consolida ainda mais este espaço. Porém, como eu disse, ainda há muito o que conquistar e não se trata somente de um comparativo com nossos colegas homens ou com o universo de trabalho masculina. Ainda são questões de sociedade, de sociedade mundial. Nossa remuneração ainda perde em relação aos homens, há diversos estudos que comprovam isso, e isso é algo que deve ser colocado lá na conta do preconceito. Nossa carga diária de trabalho é desumana, pois sim, caímos na armadilha de assumir todos os papéis “apenas” para termos direito ao nosso lugar ao sol no mercado de trabalho, e isso não é diferente em RP, chegando até a ser pior em um campo de atuação em que a noção de horários num mercado globalizado chega a ser inexistente. Mas não é um discurso de vítima porque somos também culpadas por “cair” neste jogo. As questões de gênero que ainda hoje são críticas, praticamente são as mesmas questões que são críticas para a humanidade, de uma forma geral: mais respeito, mais ética, mais humanidade. Apenas bate mais forte no complexo ser chamado “mulher”.
Tânia Baitellocoordenadora do curso de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero e diretora da Global Comunicação, com uma carteira de clientes formada por Grupo Silvio Santos, Sistema Cosipa/Usiminas, Editora FTD, entre outros.


Em 2003, uma pesquisa sobre comunicação interna – realizada por Paulo Nassar e Suzel Figueiredo e publicada pela Aberje no primeiro volume do livro “Comunicação Interna – A Força das Empresas” – já apontava que as mulheres se destacam na gestão da comunicação interna das empresas pesquisadas. Eu estudo em uma sala de 50 pessoas, sendo apenas 4 homens e 46 (lindas) mulheres e já observei que essa é a mesma realidade em várias outras salas de RP do país. Portanto, ao olharmos para a grande maioria de mulheres, podemos, no mínimo, questionar que não é somente na C.I. que as mulheres apresentam destaque. Não há dúvidas de que escolhi uma profissão que, com a delicadeza do bom gosto feminino, é dominada pelas mulheres. Se há diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho das Relações Públicas, é porque tal diferença é histórica e acontece em toda a sociedade. Mas, apesar disso, acredito que não seja motivo para as mulheres RPs desanimarem. Pois, basta nos lembrarmos de Vera Giangrande, Relações Públicas, a maior especialista em relação com  o consumidor que ocupou altos cargos e se tornou a primeira mulher a assumir a gerência de uma multinacional. Falo tudo isso porque sou um homem de RP – o “bendito fruto entre as mulheres” (como outros homens em outras salas por aí) – e tenho muito orgulho de manter, na faculdade, amizades fortes com mulheres tão especiais e carinhosas, assim como tenho o prazer de poder conversar, fora da Cásper, com estudantes de outras faculdades e profissionais atenciosas. Mulheres RPs, eu fico honrado em poder aprender e dividir uma profissão com vocês. Parabéns e feliz dia das mulheres!
Vitor Balanestudante do 2º ano de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero.


“Nunca me impressionam as constantes constatações da prevalência do sexo feminino no mercado da comunicação organizacional. Afinal, todo o manuseio com conteúdos simbólicos, com sensações e com emoções que precisamos articular nesta área encontra nas mulheres a fonte mais propícia e produtiva. Numa era de subjetividade, é um olhar que verdadeiramente capta as peculiaridades dos comportamentos, das vontades e das frustrações das pessoas para transformar em projetos de relacionamento. Todos os sectarismos são burros, mas no dia da Mulher, fica aqui meu reconhecimento pela capacidade de compreensão e de mudança”

Rodrigo Cogo
- relações públicas, gerenciador do www.mundorp.com.br e canais coligados

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Rádio e TV: Conheça um pouco mais sobre esta área da comunicação social

Hoje no blog teremos a participação de Paula Gomes, aluna do terceiro ano do curso de Radio e TV da UNESP/Bauru. Ela vai falar um pouco sobre o curso, as oportunidades de trabalho e  a produção durante os anos da faculdade – agradeço a partipação da Paula e vamos conhecer um pouco mais dessa área da comunicação social.

Quem se forma em um curso de Rádio e TV tem um DRT (registro na delegacia regional do trabalho) de Radialista – mas ao contrário do que o nome sugere, o radialista não é aquele que trabalha apenas em emissoras de rádio. Na verdade, trabalhar em rádios é o desejo de um em cada trinta pessoas que fazem o curso e eu ainda estou sendo generosa, porque na verdade, na verdade mesmo, é de uma em cada sessenta.

Os motivos: a perca da importância do rádio como meio de comunicação de massa, (experimente anunciar o fim do mundo hoje, em um programa de rádio, igual fez  Orson Welles em 1938, e compare os resultados); es as possibilidades de trabalho na TV, no Cinema, e mais recentemente, na internet.

Nós podemos trabalhar em praticamente qualquer função existente dentro de uma emissora de TV ou uma produtora de cinema. Podemos trabalhar como roteirista, produtor, diretor, editor, cenógrafo, diretor de fotografia, sonoplasta… Enfim, nós somos aqueles nomes que aparecem nos créditos finais de qualquer programa de tv ou de filme (rs.).

Podemos atuar em agências de publicidade, na criação de vídeos institucionais, e agora, na internet na criação de conteúdos audiovisuais para mídias digitais e móveis, como o celular.

Por ter essa característica de ser um curso cujo mercado de trabalho é muito amplo, a maioria das pessoas que entram, não fazem a mínima idéia de que área vai seguir, afinal, o trabalho de um produtor é muito diferente do trabalho de um roteirista e exige diferentes habilidades. O perfil desses dois profissionais é muito diferente.

Por isso a grade curricular foi pensada no sentido de expor os alunos ao maior número de funções que ele poderá desempenhar no mercado de trabalho – claro que em um nível um pouco superficial. Cabe ao aluno “correr atrás” para se aprofundar quando, e se, ele descobrir o que ele quer fazer.

Por se tratar de um curso de comunicação social, como jornalismo e relações públicas, temos matérias teóricas de humanas, como português, psicologia, sociologia, história do Brasil, entre outras. Essas matérias entraram na grade com a função de formar profissionais não só que saibam se comunicar, mas que tenham O QUÊ comunicar.

Apesar dos muitos pontos que distanciam o aprendizado da faculdade com o mercado de trabalho, temos um acerto: a produção de curta-metragens – nós  produzimos um produto audiovisual por semestre.

A classe de 30 alunos geralmente é dividida em 3 grupos de 10 alunos para produzir um vídeo referente à proposta daquele semestre. Os vídeos de maior importância certamente são os projetos interdisciplinares realizados no quarto termo, que é um curta metragem que será avaliado pelas  disciplinas: língua portuguesa IV, adaptações literárias, técnicas em animação sonorização em audiovisual e história estética da fotografia e do cinema; e a produção de 3 episódios de um programa ao vivo, realizado no quinto semestre.

Os vídeos são feitos sem qualquer ajuda ou orientação de professores. Nós temos a idéia, escrevemos o roteiro,captamos recursos (que geralmente é obtido por meio de realizações de festas ou patrocínios de estabelecimentos comerciais), procuramos locações, ensaiamos atores, gravamos, editamos e sonorizamos, sozinhos.

Mesmo tendo um amplo mercado de trabalho, as oportunidades de emprego para um radialista recém-formado não são muito promissoras. As grandes emissoras de TV que se encontram no eixo Rio-São Paulo e que são o sonho de consumo da maioria dos estudantes de rádio e TV, quase não contratam. Os principais empregos se encontram em emissoras regionais afiliadas, em  cidades dos interior – no caso de Bauru, a Tv Tem, afiliada da globo, e a  Tv Câmara.

Os mercados mais crescentes para nós são, o cinema nacional, e a Internet, que facilita a divulgação de produções independentes.

Se alguém se interessar em assistir algum vídeo da Unesp,  aqui está o link do último curta metragem que fizemos:

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Especial comunicação no interior de SP: Araraquara

Hoje quem vai falar um pouco sobre o cenário comunicacional no interior de São Paulo é Fabíola Liberato – aluna do quarto ano de Relações Públicas da UNESP/Bauru e moradora de Araraquara.

Araraquara tem mais de 200 mil habitantes e possui universidades como UNESP, UNIARA, UNIP, CEFET, entre outras. A cidade é um grande pólo regional no que diz respeito ao comércio, além de ter atividades esportivas reconhecidas a nível nacional e se destaca pela produção e exportação de suco de laranja (é conhecida como capital mundial da laranja).

“O cenário comunicacional em Araraquara está se desenvolvendo de forma rápida e constante, o profissional de Relações Públicas encontra aqui diferentes chances de atuar no mercado de trabalho. Em Araraquara existem empresas que possuem profissionais formados na área de comunicação, e muitas delas abrem espaço para estagiários e trainees. Uma oportunidade interessante são os estágios de férias, no qual o estudante tem a possibilidade de entrar em contato com o universo profissional, aprender e exercer na prática o que vem aprendendo na Universidade.

Há  duas Universidades aqui que possuem o curso de comunicação social, na UNIARA e na UNIP -  ambas oferecem os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, são cursos de grande procura pelos estudantes.

No que se refere ao mercado de trabalho, o número de agências de comunicação aumentou na cidade, algumas atuam em conjunto com publicidade, outras são mais específicas no que se relaciona à comunicação integrada das empresas, como por exemplo, a Com Texto, agência que trabalha com a comunicação interna, assessoria de imprensa e desenvolve a comunicação integrada como um todo. Neste segmento, o relações públicas pode atuar de forma a somar conhecimento, auxiliando assim, na comunicação como um todo.

As oportunidades para atuar no mercado comunicacional em Araraquara são boas, pois a cidade está rodeada de grandes empresas que se preocupam e estão cada vez mais percebendo a importância e a diferença que é ter uma comunicação eficaz em sua empresa. Muitas vezes não há setores específicos de comunicação nas empresas, por isso estas contratam o serviço de uma agência ou consultoria em comunicação especializada.

As perspectivas para este tipo de mercado em Araraquara são otimistas, uma vez que empresas, áreas culturais, eventos, agências e consultorias, jornais da região e área acadêmica são alguns lugares onde o relações públicas pode exercer sua profissão.  Vejo grandes oportunidades de trabalhar aqui na cidade por Relações Públicas ser uma área dinâmica e necessária à muitos setores que talvez não tiveram ainda esta percepção ou então ainda não nomeiam a função de relações públicas, mas acredito que exercendo a função de relações públicas com competência e responsabilidade, o reconhecimento merecido pela profissão vai chegar, e isso é uma questão de tempo.”

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Especial comunicação no interior de SP: Birigui

Continuando a série de matérias sobre o contexto comunicacional e de Relações Públicas no interior do estado de São Paulo, hoje trago aqui algumas reflexões sobre a cidade de Birigui.

O mercado calçadista é o ponto inicial para analisarmos algumas semelhanças entre as cidades de Birigui,Jaú e Franca (próximas matérias) – e quem apresenta a cidade de Birigui é a aluna do quarto ano de Relações Públicas da UNESP/Bauru Larissa Gomes Correia.

Birigui foi fundada em 1911 e hoje possui apenas 110 mil habitantes. Além disso ela está localizada no interior de São Paulo, em média 530 Km da capital. É conhecida como a Capital Latina do Calçado Infantil por ser o maior pólo Industrial da América do Sul especializado neste seguimento e hoje conta com mais de 18 mil trabalhadores o que soma quase 60% dos empregos oferecidos na cidade.

Por esse motivo a cidade acaba tendo uma renda per capita muito baixa que, em média, gira entre 700,00 e 1.000 reais, pois a maioria dos moradores trabalham como colaboradores nessas empresas da cidade.

- Mercado de trabalho (oferta de vagas para profissionais, estagiários, trainees)
Vagas para profissionais de comunicação são poucas. Em minhas pesquisas apenas 4 fábricas grandes possuem um departamento de comunicação um pouco mais estruturado mas, ainda assim o mesmo é aliado ao departamento de marketing. Não existem programas de trainee em nunhuma das empresas e, os estágios oferecidos, quando existem, possuem salários extremamente baixos, entre 200 reais no máximo 400,00 reais e alguns deles não oferecem remuneração alguma.

- Existe faculdade de comunicação na cidade? Qual? Cursos?
Existem 2 faculdades na cidade mas nenhuma oferece cursos na área de comunicação. Acredito que isso seja devido ao município vizinho, Araçatuba, ter o dobro de habitantes e possuir 3 faculdades grandes com cursos de comunicação, sendo elas UNIP, Salesiano e TOLEDO. Porém elas apenas oferecem cursos de marketing, Publicidade/Propaganda e Jornalismo e a maioria das pessoas de Birigui deslocam-se para Araçatuba para cursar essas faculdades.

- Existem grandes empresas e que possuem profissionais de comunicação nelas?
Existem 4 Industrias de calçados bem conhecidas no ramo que possuem comunicadores em sua grade de profissionais sendo elas a KLIN, Bical, Pé com Pé e Pampili. Não existem relações públicas em nenhuma das empresas, porém o lado bom é que as funções de um RP não estão esquecidas em nenhuma delas. O “buraco” que surge no âmbito comunicacional nestas organizações que deveria ser desenvolvido por um RP acaba sendo suprido por profissionais que trabalham com RH ou por Jornalistas. Basta que o Relações Públicas tente ocupar o seu lugar e realizar as funções que já existem mas estão distribuídas aos profissionais errados.

- Existem agências de comunicação?
Sim, existem algumas agências de comunicação, porém existem 2 que são mais conhecidas mas que trabalham apenas com formulação de identidade visual como: sites, banners, maillings e também fazem comerciais para TV principalmente para supermercados, salões, fabricas e academias da cidade. Porém, essas agências também não são muito grandes e, pelo que pesquisei, não existem profissionais de RP em nenhuma delas.

Larissa finaliza, dizendo que não vê muitas possibilidades imediatas para o profissional de comunicação/Relações Públicas em sua cidade. Porém, podemos ver que existe sim um potencial muito grande, no que diz respeito às fábricas de calçado infantil e ao potencial da cidade para este nicho de mercado, inclusive em possíveis associações de empresários do ramo, no setor público pode ser trabalhado algo voltado ao turismo de compras, entre outros. Nos próximos posts, vamos ver as experiências da cidade de Franca e de Jaú (que também atuam na areal calçadista), e que já conquistaram seu espaço no mercado – contribuindo inclusive para o mercado do turismo de compras em suas respectivas cidades.

É o interior de São Paulo mostrando que tem espaço para profissionais atuarem em suas áreas de formação, e para colocarem em prática a comunicação de resultados!

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Claudia Leitte mascarando o Banco do Brasil?

Acabaram-se as férias!
Ano novo, blog novo e muitas novidades aqui para os que acompanham e ajudam a fazer com que as Relações Públicas sejam discutidas em um espaço democrático e no objetivo de construção coletiva.

Começo o ano de 2010 com um fato que me chamou a atenção. O mercado fonográfico, do show-business e do espetáculo sempre estiveram em alta no Brasil – cada dia mais as bandas, grupos e cantores investem na interatividade, na qualidade de seus concertos e conseqüentemente aumentam suas “importâncias”em seu caixa.

O Brasil é um celeiro musical com uma vasta diversidade de músicas, estilos e ritmos e que faz com que o público seja criterioso na escolha de seus ídolos. Vamos ao assunto.

Projetos e leis de incentivo à cultura estão presentes no nosso país, e servem como abatimento de pagamento de impostos para as empresas – até aí, tudo ok! Muito já se discutiu a respeito da utilização, por parte de cantores famosos e grupos internacionalmente conhecidos, desta verba destinada à cultura.

Acabo de assistir ao clipe de uma música da cantora Claudia Leitte. A música é a aposta da cantora e de sua equipe para o carnaval de 2010, e para isso lançou um hotsite temático para a canção, assim como um clipe – Patrocinado pelo Banco do Brasil.

O que mais me chamou a atenção quando vi ao clipe, não foi somente o fato de no início do mesmo conter a frase: Banco do Brasil apresenta – mas sim, a utilização de imagens de atletas que são patrocinados pelo banco durante o clipe. Não foi como uma inserção de marca como se faz nas novelas, foi algo escancarado e, na minha opinião, até fora do contexto do clipe e da letra da música da cantora.

Mas é neste fato que me coloquei a pensar sobre a inserção de marcas, neste nicho de mercado que já foi muito importante no Brasil – que é a veiculação de clipes musicais. Sabe-se que hoje não existe uma atenção dada, em se tratando de espaço, para que os clipes sejam veiculados em canais de emissoras abertas (até os canais fechados reduziram o número de horas voltados para os clipes – vide MTV).

Seria a aposta do Banco do Brasil em atingir um público mais jovem, que curte a música baiana e que investe seu dinheiro em micaretas pelo país? Ou somente mais uma oportunidade, por parte da cantora, de se utilizar do dinheiro do banco para a produção de seu vídeo clipe?

Na minha opinião o clipe realmente deixou a desejar e ficou preso à marca – fato que pode ser observado facilmente por estudantes e profissionais de comunicação. Acho que este debate ainda vai ser mais discutido e tratado por aí…por enquanto é só minha opinião.

Veja o clipe:

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