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Marca, divulgação, propagação, estratégias. Tempo!

Muito se discute a respeito de estratégias de comunicação, planos de marketing, pontos de venda, diversas mídias e participação e construção do público na construção de um novo conceito de comunicação participativa.

Se de um lado existe um alto crescimento de participação do público em mídias sociais, em redes sociais e na produção de conteúdo, por outro lado cada dia mais aumenta o número de empresas e marcas que aderem a este novo contexto para levar informação, promoções, e também conteúdo para seus clientes e potenciais.

O que venho refletir um pouco é a questão do tempo. Por mais que dizem por aí que são 8 horas para trabalho, 8 horas para o descanso e 8 horas para entretenimento e investimento pessoal – será que as marcas estão pensando no consumidor como um ser humano que recebe “bombardeio” de informações a cada segundo? Será que as organizações já pensaram em uma maneira diferente de atingir e conquistar sem incomodar?

O internauta é 24/7 consumidor? O fato de ele estar presente em uma plataforma online, responde o fato da necessidade dele consumir? Em que publico pensamos quando traçamos estratégias de comunicação e divulgação das marcas e produtos?

O que mais tenho visto são pessoas cansadas. Cansadas do excesso de informações, cansadas de se sentirem “perseguidas” pelas marcas através de e-mail, telefone, cartas, Orkut, twitter, facebook, formspring, entre outros.

Não podemos fugir e esquecer da idéia de que é quase impossível fugir dessa presença das marcas nas mídias sociais, eu inclusive defendo essa participação de perto com o consumidor. Porém, acho que essa é a grande “sacada” do marketing em tempos de velocidade de propagação de informação – entender o tempo do cliente, o tempo necessário para assimilar uma informação, e o tempo para que ele veja com outros olhos seus produtos e serviços.

ESPECIAL: Comunicação no interior do estado de São Paulo

Hoje começo aqui no blog uma série de matérias, onde conto com a contribuição de amigos que também fazem Relações Públicas na UNESP/Bauru e que aceitaram prontamente ao meu convite de participar desta série de matérias que tem o intuito de descobrir o que acontece com o mercado de comunicação no interior de São Paulo.

Partindo do pressuposto de que são mercados e realidades totalmente diferentes (interior e capital), os colaboradores da série fazem uma contextualização de suas cidades de origem e região, e voltam o olhar para o mercado de Relações Públicas e de Comunicação.

Agradeço desde já a colaboração destes amigos, e que estão contribuindo para o início de uma análise mais aprofundada sobre este mercado que, creio eu, está em expansão e com ótimas oportunidades (talvez ainda escondidas) para os futuros profissionais de comunicação.

Iniciamos hoje com a contextualização de Lidirce Teixeira, sobre a região do Vale do Paraíba.

Vale do Paraíba

Região que liga São Paulo e Rio de Janeiro, situada às margens da Rodovia Presidente Dutra. Abrange a Serra do Mar (litoral norte) e a Serra da Mantiqueira (região de Campos do Jordão).

É uma região rica em indústrias, comércio e empresas em geral. Abriga grandes empresas nacionais, como a Ford, LG, Volkswagen, Embraer, Petrobrás, Johnsons, Vale, o CTA – Centro Técnico Aeroespacial, o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o ITA – Instituto Tecnológico Aeroespacial e diversas outras.

“Em toda a região, estão cadastrados no Ministério da Educação 99 cursos universitários, com a oferta anual de 36 mil vagas. São 41 instituições de ensino superior, entre elas 32 faculdades particulares e 9 públicas.”Em relação aos cursos de comunicação, são oferecidas vagas para Jornalismo; Publicidade e Propaganda; Publicidade e Marketing; Radialismo; Radio e TV, e Relações Públicas, todas em Instituições de Ensino Superior pagas -  apenas uma instituição oferece o curso de RP.

Na região existem cerca de 60 agências de comunicação, espalhadas por diversas cidades.

O Vale do Paraíba faz parte da futura megalópole São Paulo – Rio de Janeiro, ainda em processo de formação. Sua proximidade com duas importantes capitais e também com o litoral, o torna um local propício para instalação de diversas empresas e indústrias, locais onde a atuação de um profissional de comunicação, como todos sabemos, é imprescindível.

A região tem grande potencial para os futuros profissionais de comunicação, em vista do seu avançado desenvolvimento e dos grandes eventos que estão para acontecer no país nos próximos anos (Copa do Mundo e Olimpíadas). A região é um local indicado para estadia dos turistas que visitarão o Brasil, pela infra-estrutura que apresenta e também pela proximidade com São Paulo e Rio de Janeiro.

Quem optar por morar no Vale do Paraíba, terá grande oferta de empregos para profissionais especializados e preparados para lidar tanto com o turismo quanto com a comunicação empresarial.

Clique aqui para ver o mapa da comunicação no Vale do Paraíba.

No próximo post: Perspectivas de comunicação e Relações Públicas nas cidades de Jaú e Birigui.

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Recém formada em Relações Públicas pela UNESP/Bauru é finalista do prêmio ABRP

Acontece no próximo dia 28 de outubro no auditório da UniSant’Anna em São Paulo, a cerimônia da 27ª edição do Prêmio ABRP – Associação Brasileira de Relações Públicas. Mais de 100 trabalhos concorreram em diversas categorias, neste, que é hoje o maior prêmio da área em todo o país.

A agora profissional, Thais Rodrigues Marin, formada em 2008 pela UNESP/Bauru é uma das finalistas na categoria Monografia Governamental – orientada pelo Prof. Dr. Jefferson Oliveira Goulart, professor do Departamento de Ciências Humanas da FAAC/Unesp.

Em seu trabalho, Thaís debate o papel da comunicação pública e seus respectivos reflexos nas ações institucionais desenvolvidas pela SENAES (Secretaria Nacional de Economia Solidária), e sua interlocução com os demais níveis de governos, entidades e sociedade civil para o fomento da economia solidária.

Logo que soube da indicação, entrei em contato com a “veterana” e pedi que compartilhasse um pouco de sua experiência na construção deste trabalho, que hoje concorre ao Prêmio ABRP. Desde já agradeço a disponibilidade da Thais e lhe desejo sucesso, no prêmio e na carreira que se inicia.

Acompanhe:

- Como você  chegou à escolha deste tema para o seu trabalho de conclusão de curso, e como foi o período de construção deste trabalho que hoje é finalista do prêmio ABRP?

Durante a faculdade, participei da Incubadora de Cooperativas da UNESP/Bauru, onde conheci a temática da economia solidária que me despertou um grande interesse de pesquisa. No meu último ano, estava envolvida com meu projeto de iniciação científica, cujo tema era a SENAES e as políticas públicas de economia solidária desenvolvidas pelo governo federal durante o primeiro mandato do Lula. O objetivo do estudo era tecer uma análise das políticas. Como já vinha me dedicando a esse estudo, optei por continuar com a temática sob outro viés, o da comunicação pública e das Relações Públicas. Evidente que pude fazer isso por perceber que a discussão era completamente válida e havia ali um interessante campo de estudo para a comunicação, já que para implementar suas políticas a SENAES estabelece parcerias com outros ministérios, secretarias, governos estaduais e municipais, ONGs, universidades e demais entidades de apoio à economia solidária. Assim, construí uma monografia, sem caráter de projeto experimental, pois o estudo não buscou propor estratégias, e sim traçar um panorama das Relações Públicas da SENAES.

O período de construção do trabalho foi bastante produtivo e gratificante. Cansativo também, claro, mas um cansaço prazeroso. Foram leituras, pesquisas, horas em frente ao computador, atendimentos, discussões e, sobretudo, dúvidas. Quando você finalmente protocola seu TCC, sente que todo o esforço valeu a pena. Ali está o resultado de quatro anos de curso.

- Como você vê no atual cenário brasileiro uma possível previsão acerca do “casamento” Relações Públicas + Economia Solidária?

O movimento da economia solidária é um grande representante dos movimentos sociais contemporâneos no Brasil. As novas configurações sociais e a eclosão de novos conflitos sugerem um constante repensar da ação dos movimentos sociais. Assim, como já elucidou Maria da Glória Gohn*, tem-se que o grande desafio para os movimentos sociais contemporâneos é articular estratégias e agir globalmente. Para a economia solidária, o maior desafio é definir horizontes práticos e sistematizar maneiras de alcançá-los. É preciso definir seu modelo de desenvolvimento. E, para isso, a articulação com outras lutas tem se mostrado fundamental. É justamente por essa necessidade de articulação que vejo um casamento perfeito entre economia solidária e Relações Públicas. Identificar cenários para a expansão do empreendimento e demais atores parceiros; elaborar e aplicar pesquisas com comunidades; planejar as atividades do grupo (planejamento participativo); articular redes de consumo e troca; organizar eventos como feiras solidárias; contribuir na construção e difusão do conceito da economia solidária; contribuir no relacionamento do grupo com entidades representativas, poder público e demais movimentos sociais etc. são todas atividades que podem ser exercidas por um profissional de Relações Públicas no movimento da economia solidária. Enfim, qualquer atividade que gerencie estrategicamente a informação, que é a matéria-prima das Relações Públicas, pode ser aplicada ao dia-a-dia de um movimento social por um RP. Trabalhar com empreendimentos de economia solidária é um interessante campo de atuação para o profissional.

* GOHN, Maria da Glória. Novas teorias dos movimentos sociais. São Paulo: Loyola, 2008.

- Seu trabalho concorre com uma monografia que enfoca as Relações Públicas como um caminho para a cidadania, e outro trabalho sobre as relações internacionais do governo brasileiro – Você está confiante com o seu tema, que ainda é uma novidade em se tratando de pesquisa acadêmica com enfoque nas Relações Públicas?

Analisar a atuação de uma agência governamental na implementação de suas políticas, especialmente políticas de economia solidária, com base nas Relações Públicas é uma novidade na agenda de pesquisa da comunicação. Estou confiante porque acredito que fiz um bom trabalho. Contudo, não conheço as outras pesquisas que, pela temática, parecem ser bem interessantes. De qualquer maneira, em prêmios como esse não há ganhadores e perdedores; todos ganham à medida que a divulgação desses trabalhos contribui imensamente para a produção do conhecimento na área.

- De onde partiu a idéia de concorrer ao prêmio ABRP 2009?

Conheci o Prêmio ABRP através de outros estudantes, nossos veteranos, quando eles se inscreveram para concorrer nos anos anteriores e foram finalistas. Prêmios como esse contribuem para aperfeiçoar e divulgar o conhecimento produzido na área. Penso ser fundamental a participação dos profissionais de Relações Públicas, principalmente os recém-formados. Por tudo isso decidi me inscrever.

- Para você, recém formada, qual o diferencial para que um aluno de graduação faça um bom trabalho de conclusão de curso?

O primeiro passo é  querer fazer um bom TCC. Ter afinidade com o tema e tempo disponível para se dedicar são peças-chaves. Evidente que escolher um orientador que dê o suporte que demanda a pesquisa também é fundamental. Além disso, há outras questões a serem consideradas, como a escolha de um tema pertinente à realidade das Relações Públicas;  a construção de objetivos claros; o levantamento de uma bibliografia adequada; a estruturação de cronograma; e competência para tecer as discussões que a pesquisa propôs. Acredito que todo estudante é capaz de desenvolver um projeto bem-estruturado e completo, basta se preparar aos poucos para isso durante todo o curso – e isso significa: aulas, leituras, discussões, grupos de estudo, eventos de RP; tudo aquilo que te faça “pensar” as Relações Públicas.

- Como foram seus anos de RP UNESP? Valeu a pena?

Com certeza valeu a pena. Não só pelo curso, mas pelas oportunidades que pude aproveitar durante os quatro anos. Fiz estágio na universidade e fora dela; fui da gestão da RP Jr.; participei da Incubadora de Cooperativas Populares da UNESP/Bauru; desenvolvi minha iniciação científica; participei de grupos de estudos; ajudei a organizar eventos no campus; fui a debates, simpósios e palestras de Relações Públicas; expus trabalhos acadêmicos em eventos etc. Acredito que o aluno não se forma somente pelo curso, que é, sem dúvida, a essência da formação profissional, mas também pelas atividades extra-curriculares com as quais se envolve. No caso do curso de Relações Públicas da UNESP, tais atividades podem proporcionar uma grande bagagem teórica, prática e, sobretudo, humana acerca da realidade da profissão e do dia-a-dia do profissional no mercado de trabalho. É o aluno, sempre, que garante uma boa formação, independente de quantas estrelas o curso esbanje nos tantos manuais que conhecemos.

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